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'Prisão de Thiago Ávila é mais uma violação com assinatura de Netanyahu', dispara Gleisi

Pré-candidata ao Senado denunciou violação do direito internacional cometida pelo primeiro-ministro israelense e defendeu a atuação do governo Lula no caso

Gleisi Hoffmann, Benjamin Netanyahu e Thiago Ávila (Foto: Joédson Alves / Agência Brasil I Ronen Zvulun / Reuters I Reprodução / Youtube)

247 - A deputada federal e pré-candidata ao Senado Gleisi Hoffmann (PT-PR) cobrou nesta terça-feira (5) a libertação imediata do ativista brasileiro Thiago Ávila, integrante da Global Sumud Flotilla, após Israel deter participantes da missão humanitária em águas internacionais. 

Quatro brasileiros estavam na delegação interceptada na última quarta-feira (29) e que seguia em direção à Faixa de Gaza, onde forças israelenses cometem um genocídio contra a população palestina desde outubro de 2023. 

Em postagem na rede social X,  antigo Twitter, a parlamentar afirmou que a prisão de Thiago Ávila foi uma violação grave do direito internacional e atribuiu o episódio ao governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, denunciado em tribunais internacionais por crimes contra palestinos.

“A prisão do brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é arbitrária e inaceitável. A detenção em águas internacionais já foi uma grave violação do direito internacional, mantê-lo preso só aprofunda esse abuso”, escreveu Gleisi.

Papel do governo Lula

A pré-candidata afirmou ainda que o presidente Lula acompanha o caso e atua em articulação com o governo espanhol, que também teve um cidadão detido na operação israelense.

“O presidente Lula já declarou que o Brasil, junto com o governo da Espanha (que também teve um cidadão preso), está atuando pela sua liberdade e pela garantia de sua integridade. Esse episódio é mais uma violação com a assinatura do governo de Benjamin Netanyahu. É urgente a libertação imediata dos ativistas!”.

Como ocorreu a interceptação

A Global Sumud Flotilla reunia embarcações de apoio humanitário com destino à Faixa de Gaza. Segundo os organizadores, Israel abordou os navios na noite de quarta-feira (29), ao largo da península grega do Peloponeso, a centenas de quilômetros de Gaza. A missão seguia em direção ao território palestino quando militares israelenses realizaram a interceptação.

Quatro integrantes da delegação brasileira estavam entre os detidos nas proximidades da Ilha de Creta. O grupo inclui Amanda Coelho Marzall, conhecida como Mandi Coelho, militante pelo PSTU, integrante da Liga Internacional dos Trabalhadores e pré-candidata a deputada federal por São Paulo; Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro da Petrobras Transporte, diretor do SindiPetro-RJ e da Federação Nacional de Petroleiros; Thiago de Ávila e Silva Oliveira, militante internacionalista e membro do Comitê Diretor Internacional da GSF; e Thainara Rogério.

O caso ampliou a pressão diplomática sobre Israel em meio à ofensiva contra iniciativas internacionais de solidariedade à população palestina. A detenção em águas internacionais virou o centro das críticas de organizações ligadas à flotilha e de autoridades que apontam abuso contra civis engajados em uma missão de caráter humanitário.

Não é o primeiro caso

O episódio ocorre meses depois de outra ação israelense contra uma flotilha ligada à mesma organização. Em outubro do ano passado, militares de Israel abordaram embarcações da iniciativa e prenderam mais de 450 participantes, entre eles a ativista sueca Greta Thunberg.

A cobrança de Gleisi reforça a pressão pela libertação de Thiago Ávila e dos demais ativistas, em meio a uma disputa diplomática marcada por denúncias de violação do direito internacional, críticas à condução do governo Netanyahu e apelos pela proteção da integridade dos brasileiros detidos.

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