Renan Filho: no passado, levariam quatro anos para fazer obras que fazemos em um
Ministro afirma que recursos atuais permitem concluir projetos em menos tempo e compara volume aplicado hoje com investimentos de governos anteriores
247 - O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), afirmou nesta quinta-feira (12) que o ritmo de execução de obras de infraestrutura no Brasil se tornou mais rápido diante do aumento dos investimentos públicos e privados no setor. Segundo ele, projetos que antes poderiam levar anos para serem concluídos agora avançam em prazos mais curtos graças ao volume maior de recursos disponíveis. A declaração foi feita durante cerimônia no Palácio do Planalto que anunciou novos investimentos federais para obras viárias no Paraná.
O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de ministros do governo, entre eles Gleisi Hoffmann (PT), ministra da Secretaria de Relações Institucionais, além de Silvio Costa Filho (Republicanos), ministro de Portos e Aeroportos, e Rui Costa (PT), ministro da Casa Civil. Durante a solenidade foram autorizadas intervenções em rodovias, aeroporto e acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá.
Ao comentar os investimentos anunciados para o estado, Renan Filho comparou o montante atual com os recursos destinados anteriormente à infraestrutura local. “Veja bem, a ministra Gleisi [Hoffmann] disse aqui que o governo passado investia R$ 200 milhões, por ano, no Paraná. Só essas duas obras, elas serão R$ 752 milhões. Se pegasse todo o dinheiro que era investido no governo passado, levaria quatro anos para terminar só essas duas”, declarou.
Em seguida, o ministro questionou a viabilidade de ampliar a infraestrutura com os valores praticados anteriormente. “E aí eu pergunto: como fazer as obras que o governo, que o Estado do Paraná precisa, com aquele investimento? Não dava para fazer”, afirmou.
Obras rodoviárias no Paraná
Durante a cerimônia foram assinadas duas ordens de serviço para obras rodoviárias no estado. A primeira autoriza a conclusão do Contorno Sul Metropolitano de Maringá, na BR-376. O projeto contará com investimento de R$ 409 milhões e prevê cerca de 13 quilômetros de pista duplicada, além de obras de terraplenagem, drenagem, iluminação e sinalização.
A nova via deve retirar o tráfego pesado da área urbana de Maringá, contribuindo para reduzir congestionamentos e melhorar a segurança viária. Municípios da região, como Paiçandu, Sarandi e Marialva, também devem ser beneficiados com a intervenção.
A segunda obra refere-se à pavimentação do quarto e último trecho da BR-487, conhecida como Estrada Boiadeira. O segmento de 37 quilômetros entre Serra dos Dourados e Cruzeiro do Oeste receberá investimento de R$ 321,2 milhões. Com a conclusão, será finalizada a ligação entre Campo Mourão e a divisa do Paraná com Mato Grosso do Sul.
A rodovia integra um importante corredor logístico para o transporte de grãos e produtos agroindustriais até o Porto de Paranaguá. Atualmente, cerca de 3,6 mil veículos circulam diariamente pela estrada, com destaque para cargas de soja, milho, cana-de-açúcar, carne bovina e insumos agrícolas.
Parcerias e novos investimentos
Renan Filho também destacou o papel das parcerias público-privadas na ampliação da infraestrutura rodoviária. De acordo com ele, os projetos previstos para o Paraná podem mobilizar cerca de R$ 100 bilhões em investimentos.
“Cem bilhões de reais de investimento [no Paraná]. Só para uma comparação, três vezes mais do que o governo passado fez com recursos públicos no Brasil todo. No Brasil inteiro, eles investiram cerca de R$ 30 bilhões de reais”, disse o ministro.
Dirigindo-se ao presidente Lula, acrescentou: “No governo do senhor, nós vamos investir R$ 65 bilhões a R$ 70 bilhões [recursos públicos na área de transporte], nós mais do que dobramos o investimento no país. Só no Paraná, com o esforço, nessa parceria público-privada, nós vamos investir 100 bilhões de reais agora e vamos atrair 400 bilhões de reais ao longo desse ciclo, que é o maior ciclo de concessão rodoviária da história do país”.
Porto de Paranaguá e logística
Outro anúncio feito durante a cerimônia foi a assinatura do contrato de concessão para exploração do acesso aquaviário ao Porto de Paranaguá, projeto estimado em R$ 1,23 bilhão. A iniciativa prevê dragagem permanente, manutenção e gestão do canal de acesso ao porto.
O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou a importância da medida para a logística do país. “Com essa concessão, nós teremos a dragagem de manutenção sendo feita ano a ano. Isso vai dar segurança e previsibilidade para o setor produtivo. E mais do que isso, o Porto de Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil, tem uma característica estratégica nas operações de granéis vegetais, é um porto estratégico para o agronegócio, já que é o que movimenta o maior volume de fertilizantes do Brasil”, afirmou.
Com a concessão, o canal terá profundidade ampliada para 15,5 metros, permitindo a operação de navios maiores e aumentando a capacidade operacional do complexo portuário.
Investimentos adicionais no estado
Durante o evento, Gleisi Hoffmann também mencionou outros investimentos federais em andamento no Paraná. “Além desses investimentos em infraestrutura, a gente tem investimentos grandes que foram feitos no Paraná: a Unila, nossa universidade latino-americana, na qual a Itaipu vai investir quase R$ 800 milhões para retomar as obras; a Fafen, que foi reaberta lá no Paraná e vai chegar a investimentos de R$ 1 bilhão; os investimentos na Repar, nossa refinaria da Petrobras; o Minha Casa Minha Vida e todos os investimentos do PAC”, afirmou.
Também foi autorizada a licitação para a reforma e ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Regional de Maringá e a modernização da torre de controle. O projeto contará com investimento de R$ 129,1 milhões e integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A previsão é que as obras sejam concluídas até 2030.
Com a ampliação, o terminal aeroportuário deve mais que dobrar de tamanho, passando de cerca de 4 mil para 8,5 mil metros quadrados. A expectativa é ampliar a capacidade de atendimento para cerca de 1,3 milhão de passageiros nos próximos anos.


