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Anvisa proíbe 'café de açaí' por promessas ilegais para diabetes

Anvisa suspende produtos após identificar irregularidades sanitárias e riscos ao consumidor

Açaí (Foto: Divulgação)

247 - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição do chamado “café de açaí”, um suplemento alimentar que vinha sendo comercializado com promessas de tratar doenças, incluindo diabetes e fibromialgia. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta sexta-feira (6).

De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após uma fiscalização apontar uma série de irregularidades sanitárias envolvendo o produto. Entre os problemas identificados, a agência destacou o uso de ingrediente não autorizado e a divulgação de alegações terapêuticas proibidas para esse tipo de item.

A autoridade sanitária também apontou que o suplemento não possuía a notificação sanitária obrigatória, além de apresentar origem desconhecida e falhas relacionadas às condições de armazenamento. Com isso, a Anvisa determinou a proibição da fabricação, comercialização, importação, divulgação e até do uso do produto.

Glitter culinário e azeite também entram na lista de suspensões

A operação de fiscalização que resultou na proibição do “café de açaí” incluiu ainda outros dois produtos alimentícios considerados irregulares.

Um deles foi o glitter culinário da marca Mago, utilizado como pó decorativo na confeitaria. Segundo a Anvisa, análises identificaram a presença de materiais plásticos, resinas e pigmentos com composição desconhecida, apesar de o produto ser indicado para aplicação em alimentos. A agência determinou a suspensão de todos os lotes, que deverão ser recolhidos.

Outra medida anunciada atingiu um lote específico de azeite de oliva extravirgem da marca Campo Ourique. Conforme a Anvisa, o item apresentou origem não comprovada, inconsistências na rotulagem e resultado insatisfatório em análise realizada por laboratório oficial, o que motivou a proibição da comercialização em todo o território nacional.

As determinações passam a valer imediatamente e fazem parte das ações regulares da Anvisa para coibir a circulação de produtos que apresentem riscos ou irregularidades sanitárias no mercado brasileiro.

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