Brasil e Índia impulsionam laços comerciais enquanto Lula planeja visita a Nova Délhi
A viagem tem como foco central a abertura de novas frentes de comércio e investimento, com destaque para agronegócio, tecnologia e fertilizantes
247 - O presidente Lula tem visita oficial prevista a Nova Délhi na segunda semana de fevereiro de 2026, com o objetivo de aprofundar as relações econômicas com a Ásia e ampliar o alcance internacional do comércio exterior do País. A viagem tem como foco central a abertura de novas frentes de comércio e investimento, com destaque para os setores do agronegócio.
O fluxo comercial entre os dois países atingiu US$ 12,1 bilhões em 2024. Os dois governos trabalham com a meta de elevar o fluxo bilateral para cerca de US$ 20 bilhões, sinalizando a intenção de fortalecer de forma consistente os laços econômicos entre Brasil e Índia.
No meio empresarial brasileiro, a Índia é descrita como um “mercado dos sonhos”, avaliação associada ao mercado consumidor e às oportunidades em segmentos como exportação de frutas e vegetais, leguminosas, algodão, aves e tecnologias avançadas.
A parceria entre Brasil e Índia não se limita ao comércio. Nova Délhi também manifestou interesse em ampliar iniciativas conjuntas em áreas de soft power, como cultura, turismo e esportes, prioridades destacadas pelo primeiro-ministro Narendra Modi durante a mais recente Cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, no mês de julho.
Em abril, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, comandado por Mauro Vieira, anunciou uma declaração conjunta com a Índia para aprofundar o Acordo Comercial Mercosul–Índia. A iniciativa busca fortalecer as relações de comércio e investimento entre a Índia e o bloco sul-americano, que reúne Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. O acordo vai além da redução de tarifas, pois incorpora temas não tarifários, indicando uma abordagem mais abrangente e atualizada da parceria econômica.





