Parceria com a China já rende grandes frutos ao Brasil na área da Saúde, diz Padilha
Ministro destaca cooperação tecnológica, produção de insulina e ampliação de parcerias estratégicas com instituições e empresas chinesas
247 – O ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), afirmou que a parceria entre Brasil e China já produz resultados concretos e estratégicos para o sistema de saúde brasileiro. A declaração foi feita durante o evento “Desenvolvimento da China, Oportunidades para o Mundo”, organizado pela China Media Group, com participação por vídeo, já que Padilha está em missão oficial em Chengdu, na China.
Padilha iniciou sua fala com uma saudação ao embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, e destacou o papel da Embaixada chinesa na construção de uma cooperação cada vez mais ampla entre os dois países.
“Quero fazer uma saudação especial ao embaixador da China no Brasil, grande amigo, e agradecer mais uma vez a grande colaboração da Embaixada Chinesa no Brasil”, afirmou, mencionando também o Ano Cultural Brasil-China em 2026 e o fortalecimento das relações bilaterais.
O ministro ressaltou que a cooperação na área da saúde envolve não apenas governos, mas também agências reguladoras, empresas, instituições de ensino e pesquisa, que têm contribuído diretamente para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Quero agradecer profundamente ao povo chinês, aos seus pesquisadores, suas instituições, suas empresas e sobretudo ao governo chinês pela grande colaboração que já fazem hoje na saúde brasileira”, declarou.
Um dos principais exemplos citados por Padilha foi a retomada da produção de insulina no Brasil com base em tecnologia chinesa. “Se o Brasil voltou a produzir insulina com a plataforma tecnológica ultramoderna da China, é graças à cooperação tecnológica, transferência de tecnologia de empresas chinesas, da colaboração do governo chinês e dos mecanismos que criamos no Brasil de parceria e desenvolvimento produtivo”, afirmou.
Segundo ele, a atual missão na China busca ampliar ainda mais essas parcerias, especialmente com grandes empresas de biotecnologia, produtores de vacinas, imunoderivados e equipamentos médicos. “Estamos aqui para fazer mais ainda isso. Vamos, nesse ano de 2026, ampliar as parcerias com os gigantes da biotecnologia, com produtores de imunoderivados, produtores de vacinas e equipamentos médicos”, disse.
Padilha destacou ainda a atuação de instituições brasileiras nessas parcerias, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Hemobras, o Instituto Butantan e a Bahiafarma, além da colaboração com empresas privadas nacionais.
Ele também ressaltou o papel do Banco dos BRICS no financiamento de iniciativas estratégicas na saúde e afirmou que a cooperação entre os dois países permitirá avanços concretos no SUS. “Vamos dar mais um passo na construção da nossa rede de hospitais e serviços de inteligência de saúde pelo SUS, graças à parceria com hospitais, empresas e instituições de ensino chinesas e com o Banco dos BRICS”, afirmou.
Ao concluir, Padilha destacou que a aproximação entre Brasil e China segue a orientação dos dois chefes de Estado e reforça uma agenda global mais equilibrada. “Estamos seguindo os nossos dois grandes líderes, o presidente Xi Jinping e o presidente Lula, na construção de uma comunidade com futuro compartilhado por um mundo mais justo e sustentável”, disse.




