O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano, diz Luana Piovani
Atriz relata nova fase espiritual, aproximação com religiões de matriz africana e mantém identidade cristã
247 - A atriz Luana Piovani afirmou que “o evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano”, ao comentar sua visão sobre comportamentos dentro da religião, enquanto descreve uma nova fase de sua espiritualidade marcada pela aproximação com religiões de matriz africana, sem abandonar sua identidade cristã.As declarações foram feitas em entrevista ao podcast Conversa Vai, Conversa Vem, na qual a artista detalhou sua trajetória religiosa recente e as reflexões que têm guiado sua relação com a fé.
Durante a conversa, Piovani contou que decidiu explorar outras práticas religiosas após anos de curiosidade. “Acabei de me tornar macumbeira e estou muito feliz e orgulhosa. [...] Levei anos tendo curiosidade, sem saber se era a hora e se eu realmente queria. Mas chega num momento da vida... 50 anos, né?”, afirmou.
Segundo a atriz, a identificação com religiões de matriz africana está ligada à sua própria origem cultural. “Sou brasileira, tudo que é de matriz africana me interessa, é meu povo, minha música, meu DNA. [...] Fui para Salvador, era a hora de eu ir a um terreiro e me aproximar de algo com que me identifico tanto”, disse.
Apesar da nova vivência, Piovani destacou que continua se considerando cristã, o que tem gerado conflitos internos devido à sua formação religiosa. Ela relembrou a influência familiar e comentou que sua avó, responsável por sua introdução ao cristianismo, “deve estar dando voltas no caixão”.
A atriz também falou sobre sua trajetória espiritual, mencionando estudos religiosos e experiências pessoais. “Li a Bíblia, fui para Israel, sempre gostei muito da cultura judaica por conta do Velho Testamento. Religião é reverenciar e respeitar a natureza, os seres humanos, a diversidade, pregar o amor”, declarou.
Ao abordar o cenário atual, Piovani fez críticas contundentes ao comportamento de parte dos fiéis evangélicos. “Virou o protótipo de um ser desprezível. De alguém que não respeita a diferença”, disse.
Ela reforçou que suas críticas partem de sua própria vivência dentro da religião. “Sou evangélica e tenho lugar de fala para dizer: a maioria dos evangélicos hoje é uma raça que, pelo amor de Deus! Achou ruim? Come menos!”, concluiu.


