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Matheus Cunha brilha pelo Brasil na Copa e celebra realização de sonho

Atacante marca duas vezes contra o Haiti, valoriza união do elenco e diz que seleção vive ambiente de “grupo de amigos”

Matheus Cunha (Foto: Rafael Ribeiro / CBF)
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247 – Quatro anos depois de ficar fora da lista final da Copa do Mundo do Catar, Matheus Cunha transformou a frustração em protagonismo. Titular pela primeira vez em um Mundial, o atacante do Manchester United foi decisivo na vitória do Brasil sobre o Haiti por 3 a 0, na sexta-feira (19), na Filadélfia, ao marcar dois gols e ajudar a seleção brasileira a assumir a liderança do Grupo C.

As informações são da Agência Brasil. Após a partida, Matheus Cunha falou em entrevista coletiva sobre o significado pessoal de viver esse momento com a camisa da seleção. "Não estar na outra Copa, imaginar que poderia ser tão maravilhoso e estar aqui, fazendo o possível para que realmente seja. Não há nada mais gratificante do que estar realizando este sonho", declarou o atacante.

A atuação contra o Haiti teve peso esportivo e simbólico. Vestindo a camisa 9, historicamente associada aos grandes artilheiros da seleção brasileira, Matheus Cunha mostrou mobilidade, presença ofensiva e capacidade de decisão. Embora não seja um centroavante fixo, o jogador foi escolhido por Carlo Ancelotti para iniciar a partida no lugar de Igor Thiago, atleta com maior presença de área.

União do elenco marca momento da seleção

Um dos momentos mais representativos da partida ocorreu logo após o primeiro gol brasileiro. Igor Thiago, concorrente direto pela posição, foi o primeiro a abraçar Matheus Cunha na comemoração. Para o atacante do Manchester United, a cena resume o ambiente construído dentro da seleção brasileira durante a Copa do Mundo.

"É um grupo de amigos mesmo. E é duro ser amigo em meio a uma competitividade tão grande. A gente se une, torce genuinamente um pelo outro. No outro jogo, torci muito pelo Igor. Essa união torna mais fácil absorver tudo da forma mais positiva. Sem dúvidas, é legal ser da forma que é. Quebra paradigmas e crescemos juntos", afirmou Matheus Cunha.

A declaração reforça a percepção de que o Brasil tenta aliar competitividade interna e espírito coletivo em uma fase decisiva da competição. A disputa por posições no ataque segue aberta, mas, ao menos publicamente, os jogadores têm destacado a união como um dos pilares do trabalho comandado por Carlo Ancelotti.

Brasil lidera o Grupo C e pode avançar com empate

Com a vitória sobre o Haiti, o Brasil chegou a quatro pontos e assumiu a liderança do Grupo C. A seleção tem a mesma pontuação do Marrocos, mas aparece à frente pelo saldo de gols. O próximo compromisso será contra a Escócia, na quinta-feira (24), às 19h, no horário de Brasília, em Miami.

Um empate garante a equipe brasileira na segunda fase da Copa do Mundo. Apesar da vantagem na tabela, Matheus Cunha evitou qualquer clima de euforia e destacou o equilíbrio do grupo. Ele lembrou que o Haiti havia dificultado a vida da Escócia na estreia, em Boston, quando os escoceses venceram por 1 a 0, e que Marrocos também superou a Escócia por placar mínimo.

"Temos coisas para melhorar, mas ficamos satisfeitos pelo que fizemos. Temos calma e paciência. Saber sofrer no jogo é muito importante. O Haiti quase empatou com a Escócia [na estreia, vitória escocesa por 1 a 0, em Boston] e hoje [sexta] foi um jogo difícil da Escócia contra Marrocos [vitória marroquina por 1 a 0, também em Boston]. Não é muito matemático", analisou o atacante.

Ancelotti mantém disputa aberta no ataque

Mesmo depois dos dois gols e da boa atuação, Matheus Cunha ainda não está confirmado como titular para o duelo contra a Escócia. Carlo Ancelotti afirmou que a escolha do atacante para enfrentar o Haiti foi feita a partir das características específicas daquele jogo.

"Acho que, para esse jogo [contra o Haiti], a posição do Matheus era boa para criar problemas na defesa. Pode ser uma opção [para encarar a Escócia]. Não quero uma identidade clara [na forma de atuar]. Pode ser que no próximo jogo possamos mudar", disse o treinador.

A fala de Ancelotti indica que o Brasil pode variar sua formação de acordo com o adversário. A flexibilidade ofensiva tem sido uma marca buscada pelo treinador, que conta com alternativas de características diferentes para montar o ataque.

Decepção superada e protagonismo em campo

Para Matheus Cunha, o jogo contra o Haiti representou mais do que uma vitória na fase de grupos. O atacante superou a frustração de ter ficado fora da Copa anterior e respondeu em campo com uma atuação decisiva. Seus dois gols recolocaram seu nome no centro da disputa por espaço no ataque brasileiro e reforçaram a importância do elenco em uma competição de alto nível.

A seleção brasileira chega ao confronto contra a Escócia em posição favorável, mas ainda com ajustes a fazer. A liderança do grupo, a possibilidade de classificação com empate e o desempenho de Matheus Cunha dão ao Brasil confiança para a sequência da Copa do Mundo, sem eliminar a cautela diante de um grupo marcado por jogos equilibrados.

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