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Zagueiro japonês vê Vini Jr. como risco constante contra o Brasil

Shogo Taniguchi cobra atenção total à mobilidade brasileira, e goleiro Zion Suzuki já mira possível prorrogação

Zagueiro japonês vê Vini Jr. como risco constante contra o Brasil (Foto: Reptrodução/Instagram/Shogo Taniguchi)
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247 - A seleção japonesa trata Vinícius Júnior e Matheus Cunha como duas das principais preocupações defensivas para o confronto contra o Brasil na Copa do Mundo. Segundo informações publicadas pelo UOL nesta segunda-feira (29), jogadores do Japão demonstraram atenção especial à movimentação do setor ofensivo brasileiro e já trabalham com a possibilidade de uma partida decidida além dos 90 minutos.

Vini Jr. chega ao duelo como um dos destaques do Mundial. Autor de quatro gols, o atacante do Real Madrid aparece entre os vice-artilheiros da competição, ao lado dos franceses Dembélé e Mbappé e do norueguês Haaland. O brasileiro também se tornou o único atleta eleito melhor em campo nas três partidas que disputou até agora.

O zagueiro Shogo Taniguchi afirmou que a equipe japonesa estudou em detalhes o funcionamento do ataque do Brasil. Para ele, Matheus Cunha exige atenção especial por atuar como referência ofensiva, mas com movimentação típica de um jogador de criação.

“Sabemos pelo scouting que, mesmo atuando como camisa 9 (centroavante), ele desempenha funções parecidas com as de um camisa 10 (armador). E, observando a fase de grupos, percebemos que o setor ofensivo deles é bastante móvel. Por isso, comunicação, cobertura e definição de quem marca quem são fundamentais”, disse Taniguchi sobre Cunha.

O defensor também destacou o papel de Vinícius Júnior no esquema brasileiro. Na avaliação de Taniguchi, a seleção comandada pelo Brasil tem aproveitado ao máximo a velocidade e a capacidade de decisão do atacante.

“Eles não desperdiçam nenhuma brecha. Especialmente Vinícius, que tem sido potencializado ainda mais pelo esquema. A bola pode chegar de qualquer lugar. Então, lá atrás, não podemos relaxar nem por um minuto”, afirmou o zagueiro.

A preocupação japonesa não se limita ao tempo regulamentar. O goleiro Zion Suzuki, um dos destaques da posição nesta Copa, afirmou que a seleção asiática precisa estar preparada para um confronto de longa duração contra o Brasil.

“É uma alegria poder enfrentar o Brasil de verdade na Copa do Mundo. Primeiro, queremos superar juntos esse grande obstáculo. Não é só nos 90 minutos que tudo se decide. Se terminar empatado, precisamos pensar no que vem depois. É necessário ter uma visão para o jogo inteiro”, declarou Suzuki.

A fala do goleiro indica que o Japão trabalha com diferentes cenários para tentar neutralizar a seleção brasileira. A equipe asiática deve apostar em organização defensiva, comunicação constante entre os zagueiros e atenção às trocas de posição no ataque brasileiro, especialmente diante de um adversário que tem em Vini Jr. um dos jogadores mais decisivos da competição.

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