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Motta sinaliza que projeto de renegociação de dívidas rurais ficará para depois do recesso

Projeto apoiado pelo agro enfrenta resistência do presidente da Câmara devido ao impacto fiscal estimado em R$ 140 bilhões

Hugo Motta (Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), sinalizou a aliados que não pretende colocar em votação, antes do recesso parlamentar, o projeto que trata da renegociação de dívidas rurais. O período de recesso está previsto para começar em 17 de julho. As informações são do Metrópoles.

Motta avalia que a proposta defendida por parlamentares ligados ao agronegócio precisa observar limites fiscais antes de avançar na Casa. O projeto integra o grupo de matérias com elevado impacto nas contas públicas que tramitam no Congresso Nacional. A estimativa é de que a medida gere impacto fiscal de R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos.

Renegociação de débitos

O texto estabelece mecanismos para renegociar operações de crédito rural e outros compromissos financeiros relacionados à atividade agropecuária. Entre as medidas previstas estão a ampliação dos prazos para pagamento e condições diferenciadas para o refinanciamento das dívidas.

A proposta já foi aprovada pelo Senado Federal, mas não recebeu apoio do Ministério da Fazenda. Diante da resistência em relação ao custo fiscal do projeto, integrantes da Frente Parlamentar do Agronegócio articulam uma reunião com Motta na próxima semana. O objetivo é discutir alternativas para superar os pontos de divergência relacionados ao impacto bilionário da proposta.

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