China atualiza avanços de cooperação e defende soberania da ALC
China atualiza avanços de cooperação com a América Latina e defende a soberania regional diante de desafios globais
De Beijing, Luciana Oliveira, para o 247 - Há um ano, acontecia na capital chinesa a IV Reunião Ministerial do Fórum China-CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos). O presidente Lula (PT) e a ex-presidenta Dilma estiveram presentes.
Na ocasião, o presidente Xi Jinping propôs os Cinco Grandes Programas da Solidariedade para fortalecer a relação de cooperação da China com a ALC, baseados em cinco pilares: desenvolvimento, paz, civilização e conectividade entre os povos.
De lá para cá, três documentos foram emitidos, atualizando o andamento dos Cinco Grandes Programas.
Em coletiva à imprensa no Clube Internacional de Beijing, o diretor-geral do Departamento de Assuntos Latino-Americanos e Caribenhos do Ministério das Relações Exteriores, Zhang Run, apresentou um balanço e atualizou posicionamentos estratégicos.
Ele destacou que o apoio mútuo e a cooperação sino-latina impulsionam o desenvolvimento conjunto das duas partes e atendem aos interesses fundamentais dos povos da China e da América Latina. Disse que “o futuro da cooperação entre a China e os países latinos é promissor”.
Segundo Zhang Run, o comércio sino-latino manteve um crescimento constante, atingindo US$ 549 bilhões em 2025, depois de romper continuamente a marca de US$ 400 bilhões e US$ 500 bilhões, um recorde.
Com relação ao Brasil, destacou a abertura de novas fábricas de veículos elétricos, a inauguração da primeira Rede dos Institutos Confúcio da América Latina, a isenção de vistos para turistas chineses e a cooperação no combate a crimes relacionados a drogas, contrabando e extradição, que trouxe resultados importantes.
Citou também a declaração conjunta sobre a crise da Ucrânia, que recebeu uma resposta positiva da comunidade internacional.
Sem mencionar casos concretos, o diretor disse que a China se opõe a quaisquer atos que violem os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas e a soberania e a segurança dos países da América Latina e do Caribe.
Zhang Run atualizou objetivos gerais e específicos com os países.
Primeiro, ele destacou que a China apoiará firmemente o lado latino para manter a independência, a unidade e o autoaperfeiçoamento, apoiando firmemente a salvaguarda da soberania, da segurança e dos interesses de desenvolvimento, além de praticar o verdadeiro multilateralismo.
Frisou, em segundo lugar, a importância de os países aderirem ao desenvolvimento comum, aprofundando a cooperação pragmática, força motora capaz de promover a estabilidade da economia mundial.
No terceiro ponto, ratificou a prática do conceito de igualdade, aprendizagem mútua, diálogo e civilização inclusiva, e que por isso seguirá fortalecendo o intercâmbio cultural, esportivo e educativo com a ALC.
No quarto ponto destacado, Zhang disse que “a China apoiará firmemente o Anúncio da Declaração da América Latina e do Caribe como Zona de Paz e a Declaração dos 33 Países Latino-Americanos e Caribenhos sobre o Estabelecimento de uma Zona Nuclear-Nuclear, e trabalhará com o lado latino para salvaguardar a paz e, em conjunto, salvaguardar o sistema internacional com as Nações Unidas como núcleo e a ordem internacional baseada no direito internacional”.
Por último, conclamou os países da ALC a manterem o sonho comum de melhorar o bem-estar e os meios de subsistência das pessoas.
“A China insiste em salvaguardar e melhorar a subsistência das pessoas no desenvolvimento, percebe constantemente o anseio do povo por uma vida melhor, pede aos países ao redor do mundo que levem adiante os valores comuns de paz, desenvolvimento, justiça, democracia e liberdade para toda a humanidade e promove as pessoas de todos os países a se conhecerem”, disse.



