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Cuba agradece apoio da Rússia contra política agressiva dos EUA

Chanceler cubano destaca solidariedade de Moscou e rejeição histórica ao bloqueio econômico imposto por Washington

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov e o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla . (Foto: Sputnik)

247 - O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, manifestou gratidão ao governo da Rússia pela posição firme contra a política agressiva dos Estados Unidos em relação à ilha. A declaração ocorreu após uma conversa telefônica com o chanceler russo, Sergey Lavrov, na qual ambos trataram de temas internacionais e regionais da atualidade.

Segundo informações divulgadas pela agência Prensa Latina, Rodríguez relatou que expressou diretamente a Lavrov seu reconhecimento pelo apoio russo. O chanceler cubano classificou o homólogo como “querido amigo” e afirmou: “Expressei minha gratidão pela solidariedade e pela histórica e firme rejeição, por parte do seu Governo, das políticas criminosas e do estrangulamento econômico dos EUA contra o povo cubano”.Ainda de acordo com Rodríguez, o diálogo também abordou “assuntos internacionais e regionais da atualidade”, sem detalhar pontos específicos da agenda discutida entre Havana e Moscou.

No mesmo dia, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia confirmou oficialmente a conversa telefônica. Na nota, Sergey Lavrov reiterou o apoio de seu país a Cuba diante do recente bloqueio de petróleo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O chanceler russo classificou como inadmissíveis as medidas adotadas por Washington, que, segundo ele, buscam provocar uma crise humanitária no país caribenho.

“A Rússia reafirma sua posição de princípio quanto à inaceitabilidade de exercer pressão econômica e militar sobre Cuba, incluindo o bloqueio do fornecimento de energia da ilha, o que poderia levar a uma grave deterioração da situação econômica e humanitária no país”, declarou Lavrov. .

O ministro das Relações Exteriores da Rússia também expressou a disposição firme de Moscou em continuar oferecendo a Havana o apoio político e material considerado necessário diante do cenário atual.

As declarações ocorrem após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter decretado estado de emergência nacional sob a alegação de uma suposta ameaça à segurança do país proveniente de Cuba. Com base nessa decisão, Trump assinou uma ordem executiva que autoriza a Casa Branca a impor tarifas adicionais sobre importações de países que forneçam petróleo à ilha.

Em reação à medida, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel afirmou que o bloqueio do petróleo evidencia “a natureza fascista, criminosa e genocida de uma conspiração que se apropriou dos interesses do povo americano e quer sufocar a economia deste país”, ao comentar os efeitos da decisão anunciada por Washington.

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