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Cuba denuncia pressão dos EUA e faz apelo por mobilização internacional na ONU

Chanceler alertou para os impactos do cerco econômico e energético imposto por Washington e cobrou solidariedade global diante das ameaças contra Havana

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez (Foto: REUTERS/Norlys Perez)
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247 - O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, fez nesta terça-feira (26) um apelo à comunidade internacional durante sessão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para evitar o agravamento da crise humanitária na ilha. Rodríguez apontou que o país caribenho enfrenta um cenário de forte pressão econômica e energética provocado pelo bloqueio criminoso imposto pelos Estados Unidos.

Segundo a AFP, Rodríguez afirmou que Cuba necessita de solidariedade internacional diante das ameaças militares e do bloqueio de combustível imposto ao país. "Faço um apelo à comunidade internacional para que se mobilize para evitar uma catástrofe humanitária que poderia ser imposta pela via das armas ou pelo bloqueio de combustível", declarou o chanceler cubano.

"Chegou o momento da solidariedade para com Cuba", completou. O governo cubano acusa os Estados Unidos de ampliar o cerco econômico e político à ilha após o sequestro de Nicolás Maduro na Venezuela. O presidente estadunidense, Donald Trump, declarou em diferentes ocasiões que Cuba poderia se tornar alvo de agressões militares após a ofensiva contra o governo venezuelano.

Cuba atravessa uma crise econômica prolongada, marcada por escassez de alimentos, medicamentos e produtos básicos. O país também enfrenta apagões frequentes, agravados pela redução no fornecimento de petróleo venezuelano.

Pressão contra Havana

Na semana passada, o governo dos Estados Unidos intensificou a pressão sobre Havana ao apresentar uma denúncia judicial contra o ex-presidente cubano Raúl Castro. A acusação envolve a morte de quatro cidadãos estadunidenses na derrubada de dois aviões em 1996, período em que Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa.

Horas depois da divulgação da denúncia, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington mantém o objetivo de impor mudanças no sistema político cubano. Durante o discurso na ONU, Bruno Rodríguez classificou a acusação contra Raúl Castro como politicamente motivada e rejeitou as alegações de que Cuba represente ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.

"É uma ideia que vai contra a lógica e o senso comum", afirmou o chanceler. "Deixem Cuba viver em paz."

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