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Delcy Rodríguez diz que foi convidada a ir aos Estados Unidos

Presidente interina da Venezuela afirma que avalia viagem aos EUA e defende legitimidade e inocência de Nicolás Maduro

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas - 08/01/2026 (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)

247 - Mais de um mês após o sequestro do presidente da Venezuela Nicolás Maduro pelos Estados Unidos, a presidente interina, Delcy Rodríguez, declarou que recebeu um convite para viajar a Washington e que analisa a possibilidade de aceitar a proposta. Em entrevista à emissora americana NBC, publicada nesta quinta-feira (12), ela reiterou que considera Maduro a autoridade legítima do país e afirmou manter interlocução com o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Delcy não detalhou quando a eventual viagem poderia ocorrer nem quem integraria a comitiva. Ao abordar o convite, afirmou: "Estamos considerando ir para lá assim que estabelecermos essa cooperação e pudermos avançar com tudo". A entrevista marcou sua primeira conversa com uma jornalista americana desde que assumiu o cargo interinamente no mês passado

Ex-vice-presidente de Maduro, Delcy passou a ocupar a liderança após o sequestro do dirigente venezuelano, atualmente detido em território norte-americano. 

Na entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News, Delcy voltou a sustentar que Maduro permanece como presidente legítimo. "Digo isso como advogada. Tanto o presidente Maduro quanto Cilia Flores, a primeira-dama, são inocentes", afirmou. O dirigente venezuelano responde a acusações relacionadas ao narcotráfico nos Estados Unidos

A conversa ocorreu no momento em que o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, cumpre agenda oficial em Caracas. Ele busca estruturar um plano para reativar o setor energético venezuelano, com expectativa de ampliar a participação de investidores americanos

Na terça-feira (10), o Departamento do Tesouro dos EUA anunciou licença geral autorizando o fornecimento de bens, tecnologia, software e serviços dos Estados Unidos para atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás na Venezuela. A medida, aguardada há anos por empresas do setor, pode impulsionar a produção energética do país

Washington vem flexibilizando sanções impostas à indústria petrolífera venezuelana desde 2019. Após o sequestro de Maduro, Delcy assumiu a liderança interina e, pouco depois, fechou acordo de fornecimento de petróleo avaliado em US$ 2 bilhões com os Estados Unidos

Ao comentar sua posição à frente do governo, Delcy afirmou: "Posso afirmar que estou no comando da Presidência da Venezuela, como está claramente estabelecido na Constituição da Venezuela. E pela quantidade de trabalho que tenho, pelo quão ocupada estou, posso dizer que é um trabalho muito, muito árduo e estamos fazendo isso completamente dia após dia".

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