Em declaração conjunta, Brasil México e Espanha cobram respeito à soberania de Cuba
Países manifestam preocupação agravamento da crise em Cuba e prometem intensificar apoio humanitário
A crise em Cuba tem levado países a ampliar ajuda humanitária e reforçar a defesa da soberania da ilha. Brasil, México e Espanha manifestaram preocupação com o agravamento da situação e prometeram intensificar o apoio à população cubana, destacando a necessidade de respeito ao direito internacional. A posição foi formalizada em nota conjunta do Ministério das Relações Exteriores do Brasil neste sábado (18), em meio ao aumento das dificuldades enfrentadas pelo país caribenho.
Defesa da soberania e do direito internacional
No comunicado, os três governos afirmaram que “reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”.
A declaração ocorre em um contexto de agravamento da crise em Cuba - decorrente da imposição de um bloqueio promovido pelos Estados Unidos - marcada por apagões frequentes, escassez de combustível e dificuldades no abastecimento de alimentos, o que tem impactado diretamente a população.
Preocupação com crise humanitária
Os países também “expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional”. Além disso, o comunicado destaca que Brasil, México e Espanha assumem o compromisso de “intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano”.
Diálogo como caminho para solução
No texto, Brasil, México e Espanha também defendem a necessidade de negociação internacional para enfrentar a crise. Segundo o documento, é essencial um diálogo “sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas”. O objetivo, de acordo com os países, é alcançar uma solução duradoura que permita ao povo cubano decidir seu futuro em liberdade.
Declarações de Lula sobre cenário global
Durante evento em Barcelona, na Espanha, besta sábado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o aumento das tensões internacionais. “Nós não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia à noite com um tweet de um presidente da República ameaçando o mundo, fazendo guerra”, afirmou.
Ele também criticou o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) “A querida Nações Unidas, que foi criada depois da Segunda Guerra Mundial, com cinco membros permanentes, para cuidar da paz, para cuidar da cordialidade, da fraternidade, se transformaram em cinco senhores de guerra”, disse Lula. O Conselho de Segurança da ONU é formado pelos Estados Unidos, China, França, Reino Unido e Rússia.
Leia a íntegra da nota:
"Declaração Conjunta Sobre a Situação em Cuba
À luz da evolução da situação em Cuba e das circunstâncias dramáticas enfrentadas pelo povo cubano, os Governos de Brasil, Espanha e México:
1. Expressam sua profunda preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e prevenir ações que agravem as condições de vida da população ou contrárias ao direito internacional. Comprometem-se a intensificar a resposta humanitária coordenada, visando a aliviar o sofrimento do povo cubano.
2. Reiteram a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o direito internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas.
3. Reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse contexto, fazem um chamado a um diálogo sincero, respeitoso e em conformidade com o direito internacional e com os princípios da Carta das Nações Unidas. Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual, a fim de criar as condições para que o próprio povo cubano decida seu futuro em total liberdade."


