EUA "adorariam" mudança de governo em Cuba, diz Rubio
Secretário de Estado afirmou no Senado que Washington não pretende provocar queda diretamente e cita lei que condiciona fim do embargo
247 - O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (28) que o governo estadunidense "adoraria" ver uma mudança de governo em Cuba, mas declarou que isso não significa que Washington vai atuar para provocar a queda do atual governo na ilha caribenha. As informações são da Sputnik.
A declaração foi feita durante audiência no Comitê de Relações Exteriores do Senado dos EUA. Rubio respondeu a questionamentos sobre a política estadunidense em relação a Cuba e sobre a possibilidade de compromisso público para descartar ações voltadas à mudança de poder no país.
Posição sobre mudança de governo
"Não. Acho que adoraríamos ver o regime lá mudar", disse Rubio. Em seguida, acrescentou: "Isso não significa que vamos provocar uma mudança".
Ainda segundo o secretário de Estado, uma eventual mudança no governo cubano traria benefícios diretos aos Estados Unidos. "Não há dúvida de que seria de grande benefício para os Estados Unidos se Cuba não fosse mais governada por um regime autocrático", afirmou.
Lei Helms-Burton como justificativa
Rubio também foi questionado se defenderia ações para precipitar a queda do governo cubano. Ele respondeu citando a Lei Helms-Burton, oficialmente chamada de Lei para a Liberdade e Solidariedade Democrática Cubana, aprovada em 1996, que condiciona o fim do embargo econômico à mudança de governo em Cuba.
"A Lei Helms-Burton, o embargo dos Estados Unidos a Cuba, está codificada em lei e exige mudança de regime para que possamos suspendê-lo", declarou o secretário.
Contexto de pressão sobre Cuba
A audiência ocorreu em meio a informações divulgadas na semana passada por veículos de imprensa sobre discussões internas no governo do presidente dos EUA, Donald Trump, a respeito de possíveis medidas adicionais contra Cuba, incluindo a hipótese de um bloqueio total às importações de petróleo.
Na terça-feira, Trump afirmou que Cuba estaria "muito perto de cair" após perder acesso a remessas de petróleo venezuelano e a recursos financeiros, em decorrência do sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa, no início de janeiro, executado por forças militares estadunidenses.


