Itamaraty: Celac estuda convocar reunião emergencial sobre crise na Venezuela
Ataque dos EUA contra o território venezuelano e o sequestro de Nicolás Maduro deixou a América Latina em alerta
247 - A ministra interina das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura da Rocha, afirmou neste sábado (3) que a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) avalia a convocação de uma reunião ministerial extraordinária neste domingo (4) para debater os ataques dos Estados Unidos à Venezuela e a captura de Nicolás Maduro.
A Celac é um mecanismo de articulação política e diplomática que reúne 33 países da América Latina e do Caribe. Ao contrário de outros espaços multilaterais, o bloco não conta com a participação dos Estados Unidos nem do Canadá, o que o caracteriza como um fórum exclusivo de coordenação entre nações latino-americanas e caribenhas.
A saída de Maduro pode abrir um vácuo de poder no país sul-americano. Qualquer processo de desestabilização mais profunda em uma nação com cerca de 28 milhões de habitantes representa o risco de colocar Donald Trump diante de um cenário semelhante aos impasses que marcaram a política externa dos Estados Unidos ao longo de grande parte do século 21, como as intervenções no Afeganistão e no Iraque.
A chegada das forças especiais dos EUA ao complexo onde o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, estava alojado se deu às 2h01, horário da Venezuela. De acordo com o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA), general Daniel Caine, 150 aeronaves que partiram de 20 bases militares no continente fizeram os ataques.
Líderes como o presidente colombiano, Gustavo Petro, o governo de Cuba, o ex-presidente da Bolívia Evo Morales e o ex-presidente do México Andrés Manuel López Obrador também condenaram a agressão dos EUA.



