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Nova ação militar dos EUA no Pacífico resulta em cinco mortes

Operação autorizada pelo secretário de Guerra ocorre em meio à escalada militar no Caribe

O navio de guerra USS Jason Dunham interceptou o navio "Carmen Rosa" na zona econômica exclusiva da Venezuela e, em menor destaque, um barco atacado pelos EUA (Foto: Divulgação I Reprodução/G1)

247 - Cinco pessoas morreram após um novo ataque realizado pela Marinha dos Estados Unidos contra duas embarcações no Pacífico Oriental, na noite de quarta-feira (31). A ação foi conduzida após relatórios de inteligência apontarem que os navios estariam envolvidos em atividades de narcotráfico em rotas marítimas da região. De acordo com o Comando Sul das Forças Armadas estadunidenses, a ofensiva teve como base dados considerados conclusivos pelas agências de inteligência. Segundo o SBT News, a operação militar foi autorizada pelo secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth.

Ataque no Pacífico e versão oficial dos EUA

Em comunicado, os militares afirmaram que “a inteligência confirmou que as embarcações estavam transitando por rotas conhecidas de narcotráfico e envolvidos em narcotráfico. Um total de cinco narcoterroristas foram mortos durante essas ações – três na primeira embarcação e dois na segunda”. De acordo com as autoridades militares, o ataque faz parte de uma estratégia mais ampla de combate ao tráfico internacional de drogas por vias marítimas.

Operação naval iniciada em setembro

Desde setembro, os Estados Unidos intensificaram operações navais tanto no Mar do Caribe quanto no Pacífico Oriental. Nesse período, mais de 30 embarcações teriam sido destruídas, principalmente em áreas próximas às costas da Venezuela e da Colômbia. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusa cartéis latino-americanos de utilizarem rotas marítimas para transportar drogas até o território norte-americano.

Escalada militar e preocupação na Venezuela

A ampliação da presença militar dos Estados Unidos na região gerou alerta no governo venezuelano. O presidente Nicolás Maduro determinou a mobilização de militares para reforçar o patrulhamento das fronteiras, diante do receio de que a operação naval possa ocultar uma ofensiva mais ampla.

Nas últimas semanas, esse temor aumentou com o envio de caças F-35, submarinos, navios de guerra e do porta-aviões USS Gerald R. Ford ao Caribe, ampliando significativamente a presença militar estadunidense nas proximidades do país.

Bloqueio econômico e ações terrestres

Paralelamente às operações militares, os Estados Unidos passaram a bloquear navios petroleiros venezuelanos sancionados, afetando diretamente a principal fonte de receita da Venezuela.

Ainda nesta semana, Donald Trump afirmou que forças dos Estados Unidos atacaram uma “grande instalação portuária” em território venezuelano na última sexta-feira (26), supostamente utilizada para o carregamento de drogas. A ação teria sido conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA) e representa o primeiro ataque terrestre no país desde o início da campanha estadunidense contra cartéis de drogas na América Latina.

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