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Pesquisa aponta 91% de apoio a Delcy Rodríguez como presidenta encarregada da Venezuela após sequestro de Nicolás Maduro

Levantamento da Hinterlaces indica rejeição massiva à agressão militar dos EUA e ao sequestro do presidente Nicolás Maduro e de Cilia Flores

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, em Caracas - 11/08/2025 (Foto: REUTERS/Gaby Oraa)

247 – Uma pesquisa divulgada pela consultoria venezuelana Hinterlaces afirma que 91% da população considera “necessário unir-se em apoio” à presidenta encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, em meio à crise política internacional aberta após o sequestro do presidente constitucional Nicolás Maduro.

A informação foi publicada pelo portal Cuba Sí, com base nos resultados do estudo “Monitor País”, apresentados nesta terça-feira, e repercutida por veículos alinhados à cobertura regional do tema.

Apoio a Delcy e repúdio à ofensiva militar

De acordo com o levantamento, 95% dos entrevistados dizem se opor à “agressão militar norte-americana”, enquanto 94% rejeitam o sequestro de Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores. O estudo aponta ainda um amplo consenso nacional em torno da necessidade de coesão institucional e respaldo ao comando político em um momento descrito como de crise internacional.

O “Monitor País” também registra que 79% dos entrevistados declaram ter “uma opinião favorável” sobre Delcy Rodríguez.

“Coesão” entre chavistas, diz Oscar Schémel

Segundo a divulgação, o apoio à presidenta encarregada se intensifica entre os eleitores identificados com o chavismo. Nesse segmento, 92% afirmaram ter uma visão positiva de Delcy Rodríguez.

O presidente da Hinterlaces, Oscar Schémel, relacionou o resultado ao que descreveu como “uma sólida coesão dentro das fileiras revolucionárias” e um “apoio contundente” ao seu comando político.

Contexto da posse como presidenta encarregada

Ainda conforme o texto divulgado, Delcy Rodríguez assumiu como presidenta encarregada em 5 de janeiro, após determinação do Tribunal Supremo de Justiça, que ordenou sua designação depois do sequestro de Nicolás Maduro e de sua esposa durante uma operação militar de forças dos Estados Unidos em Caracas, em 3 de janeiro.

A decisão do tribunal, segundo a nota, teve o objetivo de assegurar a continuidade administrativa do Estado e a “defesa integral da nação” diante da ausência temporária do presidente.

Metodologia do levantamento

O estudo citado foi realizado com 1.200 entrevistas e margem de erro de 3%. Além disso, reafirma o repúdio majoritário aos acontecimentos recentes: 94% desaprovam o sequestro do presidente e de sua esposa, enquanto 95% condenam a ação militar atribuída a Washington.

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