HOME > América Latina

Rússia continuará trabalhando para fornecer mais petróleo a Cuba, diz Peskov

Porta-voz afirma que Moscou considera dever ajudar a ilha e manter envio essencial para energia e serviços básicos

Dmitry Peskov (Foto: Alexander Zemlianichenko/Pool via REUTERS)

247 - O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta segunda-feira (30) que a Rússia pretende ampliar o fornecimento de petróleo a Cuba diante da crise energética enfrentada pelo país. A instabilidade na ilha é causada pela pressão e pelo bloqueio criminoso impostos pelos Estados Unidos. As informações são da RT Brasil.

"Continuaremos trabalhando, repito, na situação desesperadora em que se encontram atualmente os cubanos. Isso, é claro, não pode nos deixar indiferentes, por isso continuaremos trabalhando nessa questão", declarou Peskov.

De acordo com o porta-voz, a Rússia considera um dever prestar assistência a Cuba, especialmente no fornecimento de petróleo e derivados, essenciais para a manutenção de serviços básicos.

"Sob o mais severo bloqueio, nossos amigos cubanos precisam de derivados de petróleo e petróleo. Isso é essencial para os sistemas de suporte vital do país, para gerar eletricidade e para prestar assistência médica e outros serviços à população. E, é claro, a Rússia considera seu dever prestar a assistência necessária aos nossos amigos cubanos", afirmou.

Apoio energético como prioridade

Peskov também informou que o envio de petróleo e outras formas de ajuda humanitária a Cuba foi tema de conversas entre Rússia e Estados Unidos. As declarações ocorreram no mesmo dia em que o petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou a Cuba com cerca de 100 mil toneladas de petróleo.

A embarcação aguarda para descarregar no porto de Matanzas, segundo o Ministério dos Transportes da Rússia. Este é o primeiro carregamento a chegar à ilha em três meses. A interrupção no fornecimento ocorreu após os Estados Unidos pressionarem Venezuela e México a suspender o envio de energia ao país caribenho. Cuba não recebe petróleo desde 9 de janeiro, o que agravou a crise energética.

Artigos Relacionados