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Venezuela pressiona Trump por fim de sanções

Delcy Rodríguez afirma que sanções causam estrangulamento financeiro e prejudicam serviços públicos

Delcy Rodríguez toma posse como presidente encarregada da Venezuela, em Caracas - 05/01/2026 (Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria)

247 - A Venezuela intensificou a pressão pelo fim das sanções econômicas ao cobrar diretamente dos Estados Unidos a suspensão das medidas que, segundo o governo, afetam setores essenciais como saúde, educação e infraestrutura. A presidenta interina Delcy Rodríguez afirmou que essas restrições representam um “estrangulamento financeiro” e comprometem o desenvolvimento social do país.

As declarações foram feitas durante mobilização no estado de Aragua, no âmbito da Grande Peregrinação Nacional “Unidos por uma Venezuela sem Sanções e em Paz”, segundo informações divulgadas pela Telesur. O ato ocorreu no Santuário de Nossa Senhora de São José, onde autoridades reforçaram o apelo pela retirada das medidas impostas por governos dos Estados Unidos e da Europa.

Apelo direto aos Estados Unidos

Durante o discurso, Rodríguez dirigiu-se ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo o fim das sanções. “Dizemos ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao seu governo e às suas autoridades: cessem as sanções contra a Venezuela. A Venezuela tem o direito de respirar, de viver em paz e de se desenvolver com justiça social”, declarou.

A presidente interina ressaltou que “ a Venezuela sem sanções é vida” e associou a retirada das medidas a avanços em áreas fundamentais, como serviços públicos e qualidade de vida da população.

Impacto social e econômico

O governo venezuelano afirma que as sanções afetam diretamente os grupos mais vulneráveis, incluindo idosos, jovens e famílias de baixa renda. Segundo Rodríguez, a escassez de recursos dificulta a manutenção de sistemas essenciais, como abastecimento de água, energia elétrica e infraestrutura viária.

Ela também defendeu que o fim completo das restrições permitiria ao país recuperar sua capacidade de investimento e garantir melhores condições de vida para a população. “Que nenhuma sanção permaneça em vigor”, afirmou.

Unidade nacional e soberania

Rodríguez destacou a necessidade de união entre diferentes setores políticos e sociais para enfrentar o que classificou como agressões externas. “Que essa unidade seja para a defesa da soberania”, declarou.

A líder venezuelana também criticou setores internos que, segundo ela, incentivam pressões internacionais contra o país, e pediu que essas ações sejam combatidas com mobilização popular.

Convocação aos venezuelanos no exterior

Em outro momento do discurso, Rodríguez convidou os venezuelanos que vivem fora do país a retornarem. “Àqueles que deixaram nosso país: voltem para trabalhar por sua nação, para abraçar suas famílias e amigos, e vamos nos reunir como um só povo”, disse.

A mobilização segue rumo a Caracas e integra uma campanha nacional que busca pressionar pela retirada das sanções e reforçar a narrativa de reconstrução econômica e social da Venezuela.

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