Aprovação histórica do BNDES impulsiona biocombustíveis com R$ 6,4 bilhões em 2025
Banco supera recorde anterior e reforça apoio à transição energética com financiamentos para etanol e biometano
247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) atingiu em 2025 o maior volume de aprovações de crédito já registrado para a produção de biocombustíveis no Brasil. Ao longo do ano, foram autorizados R$ 6,4 bilhões em financiamentos destinados ao setor, consolidando um novo patamar de apoio à energia limpa e renovável no país.
As informações foram divulgadas pela Agência de Notícias do BNDES, que destaca que o montante aprovado supera o recorde anterior, registrado em 2010, quando o banco havia liberado R$ 4,8 bilhões para a mesma finalidade. O resultado de 2025 marca uma retomada consistente do protagonismo da instituição no fomento a projetos ligados à transição energética.
Desde 2023, o BNDES voltou a ampliar o suporte à cadeia de biocombustíveis, financiando iniciativas diversificadas que incluem a produção de etanol a partir de milho e trigo, além de projetos de biometano. Nesse período mais recente, a instituição já aprovou R$ 13,3 bilhões em crédito, valor 204% superior ao observado entre 2019 e 2022.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribui o avanço à mudança de orientação adotada a partir do atual governo. Segundo ele, o estímulo ao setor está diretamente ligado à estratégia nacional de enfrentamento da crise climática. “O governo do presidente Lula retomou o apoio à produção de biocombustíveis no país a partir de 2023 porque representa um passo estratégico do Brasil no enfrentamento às mudanças climáticas. Ao financiar energia limpa e renovável, o BNDES fortalece a indústria nacional, contribui com a redução das emissões e consolida o país como protagonista da transição energética justa e sustentável”, afirmou.
Com o novo recorde, o banco reforça seu papel como principal agente público de financiamento de projetos voltados à descarbonização da economia, ampliando investimentos em fontes renováveis e estimulando o desenvolvimento de uma matriz energética mais limpa e competitiva no Brasil.


