"A Justiça tarda, mas não falha", diz Chico Vigilante sobre decisão que mandou Bolsonaro para a Papudinha
Para o parlamentar, a decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes representa "uma vitória da democracia contra a impunidade"
247 - O deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF ) destacou que a transferência de Jair Bolsonaro (PL) para o Complexo da Papuda, em Brasília, representa um marco no fortalecimento do Estado de Direito. Segundo o parlamentar, a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes simboliza uma resposta institucional firme contra a impunidade e encerra versões que tentavam caracterizar o cumprimento da pena como prática de maus-tratos.
O parlamentar atribuiu a transferência do ex-mandatário à atuação do Supremo Tribunal Federal e classificou a medida como “uma vitória da democracia contra a impunidade”. Para ele, “acaba-se aqui a narrativa mentirosa de tortura ou maus-tratos: o que vemos é o Estado de Direito funcionando com autoridade e proporcionalidade”, disse.
Na avaliação do parlamentar, as condições oferecidas ao ex-mandatário na chamada Sala de Estado-Maior, localizada nas dependências do 19º Batalhão da Polícia Militar no Distrito Federal, na ala conhecida como “Papudinha”, são significativamente superiores à realidade enfrentada pela maioria da população carcerária brasileira. Chico Vigilante afirmou que o espaço garante “dignidade, assistência médica, banho quente e até remição de pena pela leitura”, ressaltando que não se trata de favorecimento, mas do cumprimento rigoroso da legislação vigente.
O deputado também rebateu críticas da extrema direita e sustenta que a mudança inviabiliza qualquer tentativa de construção de uma narrativa de perseguição.Para ele, “essa mudança desmonta qualquer tentativa de vitimização por parte da extrema-direita”. Ainda segundo o parlamentar, o despacho do ministro Alexandre de Moraes atendeu a solicitações da defesa relacionadas à infraestrutura, sem comprometer a autoridade do Judiciário.
Ao concluir sua manifestação, Chico Vigilante classificou o episódio como emblemático para a história recente do país. Para o parlamentar, trata-se da demonstração concreta de que “ninguém, por mais poderoso que tenha sido, está acima das leis que regem nossa República”, acrescentando que “a justiça tarda, mas não falha”.


