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'Alckmin é fundamental e será candidato ao que ele quiser', garante presidente do PT

Edinho Silva diz que caberá ao vice-presidente escolher se continuará na chapa do presidente Lula. Dirigente também explica aproximação com União e PP

Edinho Silva e Geraldo Alckmin (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil | Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

247 - O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta terça-feira (10) que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) terá total liberdade para decidir qual papel deseja desempenhar nas eleições de 2026, afastando especulações sobre uma eventual mudança na chapa presidencial liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o dirigente petista, qualquer definição sobre o futuro político de Alckmin passará, antes de tudo, pela vontade do próprio vice-presidente.

Em entrevista à GloboNews, Edinho Silva destacou que o PT respeitará integralmente a decisão de Alckmin, seja para permanecer como vice do presidente Lula ou para assumir outro projeto eleitoral. “Quando eu digo que o vice-presidente Geraldo Alckmin será candidato àquilo que ele quiser, ou seja, vamos respeitar sua vontade política, é exatamente isso. Se o vice-presidente Alckmin entender que nas eleições de 2026 o melhor papel que ele pode cumprir é continuar na vice do presidente Lula, nós respeitaremos essa vontade”, afirmou.

O presidente do PT também ressaltou o reconhecimento público feito por Lula ao papel desempenhado por Alckmin no atual governo. “Quem acompanhou a fala do presidente Lula em Salvador registrou a forma enfática que o presidente Lula ressaltou o papel do Geraldo Alckmin no seu governo, o papel que ele tem como vice-presidente e o papel que ele tem cumprido à frente do seu ministério”, disse Edinho.

Na avaliação do dirigente, o vice-presidente exerce uma função estratégica na gestão federal, especialmente na condução da política industrial. Edinho mencionou a atuação de Alckmin à frente do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, voltado à retomada do setor produtivo. “Um ministério importante, que debate a nova indústria brasileira, um programa de recuperação da indústria do nosso país, que agora vai completar R$ 800 bilhões em investimentos, que enfrentou com muita altivez e sentimento de soberania o debate do tarifaço [imposto pelos Estados Unidos]. Então o Geraldo Alckmin tem cumprido um papel fundamental e nós respeitamos esse papel”, declarou.

PT, União Brasil e PP

Além do debate sobre a sucessão presidencial, Edinho Silva comentou as conversas do PT com partidos do centrão, como União Brasil e PP, especialmente no contexto das alianças estaduais. Segundo ele, o diálogo é consequência direta da participação dessas siglas na base de apoio do governo Lula. “Em relação ao diálogo com o União Brasil e o PP, são partidos que participam do governo do presidente Lula, estão na base de apoio do presidente Lula, tem ministérios no governo”, afirmou.

O presidente do PT reconheceu que há divergências programáticas, mas ressaltou que isso não impede a interlocução política. “Então, claro, nós temos que dialogar com esses partidos, por mais que tenhamos contradições, discordâncias com as posições desses partidos, com aquilo que eles defendem como projeto para a sociedade. É natural na democracia que se tenha essa divergência”, disse. Ele acrescentou: “[Mas] eles fazem parte, estão sustentando o governo do presidente Lula. Então, claro, nós vamos dialogar com eles para debater o nosso projeto nacional e também debater as disputas nos estados”.

Edinho Silva explicou ainda que a estratégia eleitoral do PT para 2026 envolve duas dimensões complementares: a nacional e a estadual. “Essa eleição tem duas lógicas na construção de alianças: a aliança nacional e a aliança estado por estado, nós enxergarmos a realidade política de cada estado brasileiro e construirmos alianças”, afirmou.

Segundo ele, o objetivo é garantir a vitória do presidente Lula nos estados e, ao mesmo tempo, ampliar a presença do campo democrático nos Executivos estaduais e no Congresso Nacional. “Para que a gente garanta a vitória do presidente Lula nesses estados, mas que a gente pode eleger governadores e governadoras do campo democrático, bem como senadores e senadoras, deputados e deputadas. Para que a gente aumente a força do campo democrático no Congresso Nacional”, concluiu.

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