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Alcolumbre adia votação da PEC do fim da escala 6x1 no Senado

Presidente do Senado quer ampliar o debate com o governo antes de definir a votação

Manifestação pelo fim da escala 6x1 e Davi Alcolumbre (Foto: Imagem gerada por IA (Imagens: Agência Brasil / Agência Senado))
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247 - A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 não deverá ser votada pelo Senado antes do recesso parlamentar, marcado para 18 de julho. Segundo a coluna da jornalista Tainá Falcão, da CNN Brasil, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), prefere aprofundar o debate antes de definir um cronograma para a tramitação da matéria.

Segundo a reportagem, interlocutores de Alcolumbre afirmam que o senador pretende ouvir o governo federal e diferentes setores envolvidos na discussão, mas evita estabelecer qualquer prazo para que a proposta seja levada ao plenário.

Debate deve ganhar força nesta semana

A expectativa é que o tema avance nesta semana quando o Senado realizará uma audiência pública em plenário para discutir a proposta. Na quarta-feira (1), Alcolumbre também deverá se reunir com a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), autora da PEC apresentada originalmente na Câmara dos Deputados.

Desde que o texto chegou ao Senado, o presidente da Casa tem defendido uma tramitação cuidadosa, sustentando que a proposta deve passar por uma análise própria da Casa, sem funcionar apenas como uma ratificação do que foi aprovado pelos deputados.

Senado terá atividades remotas até o recesso

De acordo com senadores ouvidos pela reportagem, Alcolumbre também informou que as atividades legislativas ocorrerão de forma remota até o início do recesso parlamentar.

Esse formato reduz o espaço para a votação de temas considerados mais sensíveis, entre eles a PEC que propõe o fim da escala 6x1, uma das pautas de maior repercussão nas discussões sobre direitos trabalhistas neste ano.

Tramitação deve ficar para o segundo semestre

A proposta mobiliza parlamentares, representantes dos trabalhadores, empresários e especialistas em relações de trabalho. No Senado, entretanto, a tendência é que sua análise ocorra de forma gradual, com novas audiências públicas e negociações políticas antes da definição de uma data para votação.

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