Após saída de advogado, defesa nega que Daniel Vorcaro negocie delação
Equipe jurídica afirma que não houve qualquer tratativa formal e diz que empresário mantém estratégia de defesa
247 - A defesa do empresário Daniel Vorcaro divulgou, na terça-feira (21), uma nota para negar de forma categórica a existência de qualquer negociação ou proposta de delação premiada. A manifestação ocorre após a saída do advogado Walfrido Warde do caso, movimento que intensificou especulações sobre uma possível mudança na estratégia jurídica do empresário.
No comunicado, o criminalista Sérgio Leonardo, que integra a equipe de defesa, afirma que a colaboração premiada “não foi objeto de tratativa formal conduzida pelo empresário ou por seus advogados”. A nota reforça ainda a linha adotada desde o início das investigações. “Daniel Vorcaro reafirma sua inocência, segue exercendo plenamente seu direito de defesa, colaborando com as autoridades dentro dos limites legais e confia no esclarecimento dos fatos por meio dos instrumentos regulares do devido processo legal”, diz o texto.
Controlador do Banco Master, Vorcaro foi preso em novembro do ano passado no âmbito da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar supostas fraudes relacionadas à produção de carteiras falsificadas. Ele foi solto ainda no fim de novembro e passou a responder ao processo em liberdade, sob a condição de uso de tornozeleira eletrônica.
Paralelamente ao inquérito criminal, o empresário enfrenta disputas no campo regulatório. Ao longo do mês passado, intensificou-se uma ofensiva judicial contra a decisão do Banco Central de decretar a liquidação do Banco Master. O Tribunal de Contas da União determinou a realização de uma inspeção na autoridade monetária para avaliar os procedimentos adotados no caso.
De forma reservada, integrantes do setor financeiro avaliam que esse conjunto de iniciativas faz parte de uma estratégia mais ampla para fragilizar os argumentos jurídicos apresentados contra Vorcaro, tanto na esfera administrativa quanto na judicial.


