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Assessor de Trump que visitará Bolsonaro é um dos grandes ideólogos da extrema-direita

Darren Beattie, autorizado por Alexandre de Moraes a visitar o ex-presidente na prisão, tornou-se figura influente no pensamento político ultraconservador

Darren Beattie (Foto: Departamento de Estado)

247 – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a visita de Darren Beattie, assessor sênior do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. A informação foi publicada pela RT Brasil, com base em reportagem do portal G1.

Segundo a decisão do magistrado, o encontro foi agendado para o dia 18 de março, entre 8h e 10h, na Papudinha, unidade prisional onde Bolsonaro se encontra detido. Moraes também autorizou a presença de um intérprete para acompanhar a reunião.

A defesa de Bolsonaro havia solicitado inicialmente que a visita ocorresse em 16 ou 17 de março, argumentando que a agenda oficial de Beattie dificultaria o encontro nos dias regulares de visitação. No entanto, conforme noticiado pela Folha de S. Paulo, as regras da Papudinha estabelecem que o ex-presidente só pode receber visitas às quartas-feiras e aos sábados, o que levou à definição da data de 18 de março.

Quem é Darren Beattie

Darren Beattie ganhou projeção na política norte-americana ao integrar a Casa Branca durante o primeiro governo de Donald Trump, onde atuou em áreas ligadas à formulação de políticas e comunicação estratégica. Ao longo dos últimos anos, tornou-se uma figura influente em círculos da direita radical nos Estados Unidos, sendo frequentemente apontado como um dos ideólogos do campo ultraconservador.

Além de sua atuação institucional, Beattie passou a comentar com frequência a política brasileira, especialmente a situação de Jair Bolsonaro e decisões do Supremo Tribunal Federal. Em publicações nas redes sociais e em declarações públicas, ele fez críticas duras ao ministro Alexandre de Moraes.

Nessas manifestações, Beattie acusa o magistrado de conduzir um sistema de “censura” e de promover “perseguição política” contra Bolsonaro e seus apoiadores. As posições do assessor, no entanto, têm gerado forte controvérsia.

Debate sobre interferência externa

Analistas e críticos apontam que a atuação pública de Beattie em relação à política brasileira levanta questionamentos sobre possíveis tentativas de influência externa no debate institucional do país.

O fato de um assessor ligado ao governo do presidente Donald Trump visitar Bolsonaro enquanto o ex-presidente está preso reforça esse debate, especialmente porque Beattie tem se posicionado publicamente em defesa do líder brasileiro e em críticas diretas ao Judiciário.

A autorização concedida por Alexandre de Moraes permite a realização da visita dentro das regras do sistema prisional, mantendo o encontro restrito ao horário estabelecido e com acompanhamento autorizado pelo Supremo Tribunal Federal.

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