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BNDES amplia crédito e impulsiona novos medicamentos e vacinas no Brasil

Banco destinou R$ 8,8 bilhões ao setor de saúde desde 2023, com foco no SUS e na inovação industrial

BNDES amplia crédito e impulsiona novos medicamentos e vacinas no Brasil

247 - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, desde janeiro de 2023, um volume expressivo de recursos para estimular o desenvolvimento de novos tratamentos em saúde no Brasil. Ao todo, foram R$ 8,8 bilhões em crédito voltados à criação de medicamentos, vacinas, dispositivos médicos e insumos estratégicos, em uma iniciativa alinhada à política de reindustrialização e fortalecimento do sistema público de saúde.

As informações foram divulgadas pela coluna Painel S.A., da Folha de S.Paulo, que detalha a atuação recente do banco no financiamento da área. Segundo os dados, os recursos permitiram o desenvolvimento de 580 novos medicamentos e vacinas, além de 53 dispositivos médicos e 28 Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs), considerados essenciais para a produção nacional de imunizantes e remédios.

Os financiamentos integram o programa Nova Indústria Brasil e representam um crescimento de 91% em relação ao volume de crédito aprovado pelo BNDES no período de 2019 a 2022, quando os aportes somaram R$ 4,6 bilhões. A ampliação dos investimentos marca uma inflexão na política do banco e retoma o papel histórico da instituição como indutora do desenvolvimento econômico.

A retomada do protagonismo do BNDES foi uma das promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defendeu o uso de bancos públicos como instrumentos estratégicos para estimular setores-chave da economia. No caso da saúde, o objetivo é reduzir a dependência externa, fortalecer a indústria nacional e ampliar o acesso da população a tratamentos de qualidade.

“O BNDES está investindo na indústria do futuro, da inovação, com foco na ampliação do atendimento e na qualidade do tratamento em saúde para a população brasileira, principalmente aquela que depende do SUS”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante, em declaração reproduzida pela coluna.

O avanço dos investimentos ocorre em um contexto de busca por maior autonomia produtiva na área da saúde, especialmente após as fragilidades expostas durante a pandemia de Covid-19. Ao priorizar medicamentos, vacinas e IFAs, o BNDES sinaliza uma estratégia voltada à soberania sanitária e ao fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde no país.

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