Brasil amplia cooperação com EUA no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, diz Durigan
Ministro da Fazenda destaca avanço da cooperação e aponta ampliação de ações contra organizações criminosas
247 - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o Brasil e os Estados Unidos vêm ampliando a cooperação no combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro em duas frentes principais: fiscalização de cargas e rastreamento de recursos ilícitos. Na área aduaneira, o governo brasileiro utiliza o sistema conhecido como "remote targeting", que permite a troca antecipada de informações entre a Receita Federal e a Customs and Border Protection (CBP), dos EUA, sobre cargas consideradas suspeitas. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com Durigan, o mecanismo já possibilitou resultados concretos. Entre maio de 2025 e abril de 2026, foram apreendidas mais de meia tonelada de armas e equipamentos irregulares enviados dos Estados Unidos ao Brasil. No fluxo inverso, as autoridades identificaram mais de uma tonelada de drogas sintéticas.
O ministro afirmou que o próximo passo da cooperação é avançar para operações conjuntas entre as autoridades dos dois países. "Do lado brasileiro, a Receita, a Polícia e o Coaf; e do lado estadunidense, diversas autoridades, para que, além da troca de informação, a gente tenha operação efetiva", disse.
Combate à lavagem de dinheiro
Na frente financeira, o foco está no combate à lavagem de dinheiro, prática que consiste em ocultar a origem ilícita de recursos para conferir aparência de legalidade. Durigan citou a Operação Carbono Oculto como a maior já realizada no país contra o crime organizado.
Segundo ele, informações obtidas na operação foram compartilhadas com o IRS (Internal Revenue Service), a Receita Federal dos Estados Unidos, permitindo o mapeamento de estruturas financeiras utilizadas para ocultação de patrimônio e sonegação. Entre os alvos identificados estão fundos e empresas intermediárias, com parte dos recursos localizada no estado de Delaware.
"O objetivo é acelerar os mecanismos para que recursos obtidos de forma ilegal sejam rapidamente devolvidos ao país", afirmou o ministro. Durigan também destacou que a cooperação deve ser ampliada com novas assinaturas de acordos entre Brasil e Estados Unidos, tanto na área aduaneira quanto na área financeira.


