"Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra contra o Irã", diz Lula na Alemanha
Presidente afirma que medidas adotadas pelo governo evitaram alta do petróleo no mercado interno e critica conflito no Oriente Médio
247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "o Brasil é um dos países menos afetados pela maluquice da guerra feita contra o Irã”, e destacou que as medidas adotadas pelo governo têm reduzido os impactos econômicos do conflito, especialmente no setor de energia. A declaração foi feita durante a abertura da Feira Industrial de Hannover, na Alemanha, neste domingo (19), onde o presidente também criticou as ações militares no Oriente Médio e seus efeitos globais.
Brasil e impacto econômico da guerra
Durante o discurso, Lula ressaltou que o país não enfrenta a mesma pressão sobre os preços do petróleo observada em outras nações. “Nós não estamos sofrendo o aumento do preço do petróleo, como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas e o Brasil só exporta 30% do seu óleo diesel”, afirmou. A fala reforça a avaliação do governo de que a política energética brasileira contribui para amortecer os efeitos de crises internacionais.
Críticas à guerra e à ONU
O presidente também fez críticas diretas às ações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, além de questionar a postura de membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas. “Enquanto astronautas sobrevoam a lua, bombardeios matam de forma indiscriminada civis, mulheres e crianças no Oriente Médio (...) Alguns membros permanentes do Conselho de Segurança agem sem amparo da carta da ONU”, disse.
Efeitos globais e sociais do conflito
Lula ainda mencionou o uso ilegal de inteligência artificial em operações militares e alertou para os impactos econômicos da guerra. Segundo ele, o conflito contribui para o aumento dos custos de energia e transporte, além de intensificar a escassez agrícola e a insegurança alimentar.
“São os mais vulneráveis que pagam o preço da inflação dos alimentos, o protecionismo ressurge como resposta falaciosa para problemas econômicos e sociais complexos”, declarou.
Agenda na Alemanha
O presidente chegou à Alemanha neste domingo e foi recebido com honras militares no Palácio de Herrenhausen, em Hannover. Ele participa da Feira Industrial de Hannover, considerada a maior do mundo no setor de inovação e tecnologia industrial, da qual o Brasil é país parceiro. A agenda inclui ainda um jantar empresarial oferecido pelo chanceler alemão Friedrich Merz, com a presença de executivos brasileiros e alemães.


