HOME > Brasil

BRB afirma que governo do DF pode fazer aporte após caso Master

Investigação aponta fraude de R$ 12,2 bi em carteiras de crédito inexistentes; ex-presidente do banco público menciona perda de R$ 2 bi

Banco Regional de Brasília BRB (Foto: Divulgação)

247 - O O Banco de Brasília (BRB) admitiu que poderá receber um aporte de capital do governo do Distrito Federal para cobrir eventuais prejuízos decorrentes da fracassada compra de carteiras do Banco Master, alvo de uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central. A instituição, controlada pela administração de Ibaneis Rocha (MDB), está no centro de um escândalo que envolve uma investigação por fraude no sistema financeiro.

Há indícios de que o Master, comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado inexistentes ao BRB. Para justificar a operação, que foi proposta em março do ano passado e rejeitada pelo BC em setembro, teriam sido entregues documentos falsos à autoridade monetária. Em novembro, o BC decretou a liquidação do Master.

Em nota, o BRB afirmou que a apuração dos prejuízos ainda está em andamento. A instituição, no entanto, já traçou um plano de contingência. “Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade”, comunicou o banco.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que responde ao lado de Daniel Vorcaro na investigação, trouxe à tona a magnitude potencial do rombo. Em acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou que o banco público não conseguiu recuperar aproximadamente R$ 2 bilhões investidos no Banco Master. Esse valor faria parte da compra das falsas carteiras de crédito, e a tentativa de recuperação foi interrompida pela liquidação do Master, impedindo o resgate dos recursos.

O BRB é um dos credores na liquidação do Master e afirma ter aprimorado seus controles internos após a operação. A sombra do prejuízo, no entanto, agora projeta a necessidade de um socorro financeiro direto do Tesouro do Distrito Federal, evidenciando os riscos da operação fracassada.Banco de Brasília (BRB) admitiu, em nota divulgada nesta terça-feira (13), que poderá receber um aporte de capital do governo do Distrito Federal para cobrir eventuais prejuízos decorrentes da fracassada compra de carteiras do Banco Master, alvo de uma liquidação extrajudicial pelo Banco Central. A instituição, controlada pela administração de Ibaneis Rocha (MDB), está no centro de um escândalo que envolve uma investigação por fraude no sistema financeiro.

Segundo apuraram a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, há indícios de que o Master, comandado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, vendeu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado inexistentes ao BRB. Para justificar a operação, que foi proposta em março do ano passado e rejeitada pelo BC em setembro, teriam sido entregues documentos falsos à autoridade monetária. Em novembro, o BC decretou a liquidação do Master.

Em nota, o BRB afirmou que a apuração dos prejuízos ainda está em andamento, conduzida pelo próprio Banco Central e por uma auditoria independente. A instituição, no entanto, já traçou um plano de contingência. “Caso seja confirmado possível prejuízo, o BRB já tem pronto um plano de capital que, entre as opções, prevê aporte direto do controlador, que já sinalizou com essa possibilidade”, comunicou o banco.

O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que responde ao lado de Daniel Vorcaro na investigação, trouxe à tona a magnitude potencial do rombo. Em acareação no Supremo Tribunal Federal (STF), ele afirmou que o banco público não conseguiu recuperar aproximadamente R$ 2 bilhões investidos no Banco Master. Esse valor faria parte da compra das falsas carteiras de crédito, e a tentativa de recuperação foi interrompida pela liquidação do Master, impedindo o resgate dos recursos.

O BRB é um dos credores na liquidação do Master e afirma ter aprimorado seus controles internos após a operação. A sombra do prejuízo, no entanto, agora projeta a necessidade de um socorro financeiro direto do Tesouro do Distrito Federal, evidenciando os riscos da operação fracassada.

Artigos Relacionados