BRB vê operação da PF como chave para reaver recursos do Banco Master
Banco de Brasília afirma que bloqueio de bens amplia chances de recuperação de valores em meio à liquidação do Master
247 - O Banco de Brasília (BRB) avaliou que a segunda fase da operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira (14), representa um passo relevante para a recuperação de recursos vinculados à liquidação do Banco Master. A instituição informou que, na condição de credora, acompanha o processo respeitando a ordem legal de prioridade, mas mantém atuação ativa para reaver valores considerados devidos.
Em nota, o BRB destacou que a atuação das autoridades fortalece as medidas adotadas para a recuperação dos valores. “Como credor na liquidação, o banco respeita a ordem de prioridade dos demais credores, mas segue atuando com firmeza para recuperar todos os compromissos pendentes”, afirmou a instituição. Segundo o banco, “o bloqueio de bens amplia as chances de devolução dos recursos ao BRB, fortalecendo as medidas de recuperação”.
Na nova etapa da investigação, a Polícia Federal cumpre 42 mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, além de parentes e empresários. Também foram determinadas medidas de sequestro e bloqueio de bens que somam R$ 5,7 bilhões.
A apuração teve início em uma primeira fase que levou à prisão de Vorcaro em domingo (17) de novembro de 2025, um dia antes de o Banco Central determinar a liquidação extrajudicial do Banco Master. Ele é acusado de liderar um esquema de criação de carteiras de crédito falsas, que teriam sido vendidas ao BRB por R$ 12,2 bilhões. Posteriormente, o ex-banqueiro foi solto.
O BRB chegou a apresentar uma proposta para adquirir o Banco Master em março do ano passado, mas a operação acabou rejeitada pelo Banco Central. Após a negativa, a autoridade monetária decidiu pela liquidação extrajudicial da instituição, processo que segue em andamento.
Na nota divulgada na quarta-feira (14), o Banco de Brasília informou ainda que se reuniu com o liquidante do Master, Eduardo Bianchini, e que houve avanço nas tratativas voltadas à recuperação dos recursos pertencentes ao banco.
Um dia antes, na terça-feira (13), o BRB já havia sinalizado a possibilidade de receber aportes do governo do Distrito Federal para cobrir “possíveis prejuízos” decorrentes da aquisição das carteiras do Master. Apesar do cenário, o banco afirmou manter suas operações regulares. “O banco reforça que permanece sólido, operando normalmente e garantindo a oferta completa de serviços financeiros, incluindo crédito, investimentos e atendimento nos canais digitais e presenciais”, destacou a instituição.


