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Operação da PF que atingiu cunhado de Vorcaro aterroriza Brasília

Fabiano Zettel chegou a ser preso nesta quarta, mas foi liberado na sequência

Fabiano Zettel (Foto: Reprodução/YouTube/PrimoCast)

247 - O avanço das investigações envolvendo o empresário Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, tem provocado apreensão no meio político em Brasília. Apontado como responsável por organizar festas promovidas por Vorcaro, que reuniam convidados dos Três Poderes, o empresário passou a ser visto como uma peça sensível dentro do inquérito que apura suspeitas de fraude bilionária no Banco Master, informa Octavio Guedes, do G1.

Nesta quarta-feira (14), Zettel foi alvo da operação Compliance Zero, com mandado de busca e apreensão quando estava no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, prestes a embarcar para Dubai. Na ocasião, ele teve o celular apreendido, chegou a ser detido, mas foi liberado em seguida.

Apossibilidade de aprofundamento das apurações ou até mesmo de uma eventual prisão do empresário tem gerado preocupação entre políticos que frequentavam os eventos organizados por ele. Essas festas, segundo as autoridades, reuniam integrantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o que amplia a sensibilidade do caso no cenário institucional.

A segunda fase da operação Compliance Zero também avançou sobre endereços ligados diretamente a Daniel Vorcaro e a familiares próximos. Foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão, incluindo locais associados ao pai e à irmã do banqueiro. As ordens foram determinadas pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). Além das buscas, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores que ultrapassam R$ 5,7 bilhões.

Em nota, a defesa de Vorcaro afirmou que o banqueiro tem colaborado com as autoridades e declarou que “todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência”. Os advogados também informaram que ainda não tiveram acesso aos autos do processo.

O caso envolvendo o Banco Master se consolidou como um dos maiores escândalos financeiros recentes do país. Em novembro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição após surgirem suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), operação estimada em R$ 12,2 bilhões. O episódio desencadeou uma disputa institucional e colocou o sistema financeiro sob forte escrutínio.

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