Câmara do DF arquiva impeachment contra Ibaneis por caso Master
Presidente da CLDF acolhe parecer da Procuradoria e encerra três pedidos ligados ao caso Banco Master
247 - A Câmara Legislativa do Distrito Federal arquivou três pedidos de impeachment apresentados contra o governador Ibaneis Rocha (MDB), todos relacionados ao caso Banco Master. A decisão foi formalizada por meio de despachos publicados na sexta-feira (20), no Diário da Câmara Legislativa.
O presidente da CLDF, Wellington Luiz (MDB), acatou pareceres da Procuradoria-Geral da Casa que recomendaram o arquivamento das denúncias protocoladas no fim de janeiro por PSB, PSOL, PDT e Cidadania.
As representações tinham como fundamento o episódio envolvendo o Banco Master e a tentativa do Banco Regional de Brasília (BRB) de adquirir a instituição financeira. A operação foi barrada pelo Banco Central em setembro do ano passado.
Os pedidos foram apresentados após a revelação de que o proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, declarou em depoimento à Polícia Federal ter tratado diretamente com Ibaneis Rocha sobre a venda do banco ao BRB. Posteriormente, o governador confirmou que se reuniu com o empresário, mas afirmou que o encontro não abordou a negociação.
Wellington Luiz integra o mesmo partido de Ibaneis e é aliado político do governador no Distrito Federal.
Paralelamente às iniciativas na CLDF, cinco partidos — PT, Rede, PDT, PCdoB e PV — protocolaram, na segunda-feira (26), no Superior Tribunal de Justiça (STJ), uma notícia de fato solicitando a apuração de possíveis crimes comuns e atos de improbidade administrativa atribuídos ao governador no contexto do caso BRB-Master. As legendas também defenderam o afastamento de Ibaneis do cargo para evitar interferências e assegurar a lisura das investigações.
O caso do Banco Master tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. O processo foi remetido à Corte após a citação do deputado João Carlos Bacelar (PL-BA) aparecer em documentos apreendidos. A ação estava no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e chegou ao STF a pedido da defesa de Daniel Vorcaro, que alegou a existência de autoridade com foro por prerrogativa de função.


