Novo pedido de depoimento de ex-presidente do BRB reacende temores sobre delação premiada
Paulo Henrique Costa quer falar novamente à PF e movimenta bastidores em Brasília, enquanto aliados temem impacto político no governo do DF
247 - A busca do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, por prestar um novo depoimento à Polícia Federal (PF) voltou a movimentar o cenário político de Brasília e reacendeu temores nos bastidores de que ele possa fechar um acordo de colaboração premiada. A informação foi antecipada em matéria da CNN Brasil, que acompanha os desdobramentos do chamado “caso Master”.
Fontes consultadas relatam que políticos do Distrito Federal temem que um eventual acordo de delação premiada por parte de Costa possa complicar a situação de autoridades locais, em especial do governador Ibaneis Rocha. A possibilidade tem sido vista como um risco político e jurídico para integrantes do governo distrital.
Em comunicado à reportagem, a defesa de Paulo Henrique Costa confirmou o pedido de um novo depoimento à PF, mas rejeitou a ideia de que haja intenção de fechar acordo de colaboração premiada, classificando tais especulações como “notícias especulativas”.
A defesa explicou que “ainda no dia 30 de dezembro, após a audiência realizada no Supremo Tribunal Federal, solicitamos à delegada (Janaina Palazzo), que preside a investigação, que fosse designada uma data para o depoimento, já que, naquela ocasião, o objetivo era apenas esclarecer eventuais contradições. A delegada concordou com isso e estamos apenas esperando que ela marque a data”.
Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, Costa teria se sentido afastado de antigos aliados e busca evitar ser transformado em um “bode expiatório” no caso. Por esse motivo, ele estaria considerando a possibilidade de colaborar com as investigações e levantando documentos que poderiam citar outras autoridades do Distrito Federal.
O governador Ibaneis Rocha tem se esforçado para se desvincular da crise que envolve o BRB e responsabilizar a gestão anterior pela condução de negociações com o Banco Master. À reportagem, Ibaneis afirmou ser “indiferente” às movimentações de Costa.
Além disso, a chance de delação também teria provocado inquietação no atual comando do governo distrital, incluindo a vice-governadora Celina Leão (Progressistas), que disputa a sucessão no cargo de chefe do Executivo local.


