Caso Dark Horse: PF envia representação sobre Flávio Bolsonaro à PGR
Parlamentares pedem investigação sobre Flávio Bolsonaro após divulgação de negociações com Daniel Vorcaro envolvendo filme sobre Jair Bolsonaro
247 - A Polícia Federal encaminhará à Procuradoria-Geral da República (PGR) a análise de uma nova representação envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a divulgação de mensagens e negociações atribuídas ao parlamentar e ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. As informações foram publicadas originalmente pela coluna da jornalista Mirelle Pinheiro, no portal Metrópoles.
Parlamentares acionaram a PF solicitando a abertura de uma investigação detalhada sobre o senador, que é pré-candidato à Presidência da República. O material recebido pelos investigadores será analisado antes de ser enviado à PGR, órgão responsável por avaliar a eventual abertura de procedimento formal.
De acordo com a apuração, a Procuradoria deverá verificar se os valores mencionados nas mensagens têm relação direta com o Banco Master. Caso a conexão seja confirmada, o processo ficará sob relatoria do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas investigações ligadas às supostas fraudes envolvendo a instituição financeira.
As conversas divulgadas apontam que Daniel Vorcaro teria destinado cerca de R$ 61 milhões ao financiamento do filme biográfico Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Uma das mensagens atribuídas aos envolvidos teria sido trocada em 16 de novembro de 2025, um dia antes da primeira prisão do banqueiro no âmbito da Operação Compliance Zero.
Ainda segundo a publicação, os pagamentos teriam ocorrido entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações financeiras distintas que totalizaram os R$ 61 milhões.
Na semana passada, Flávio Bolsonaro confirmou ter se reunido com Vorcaro após a primeira prisão do empresário, ocorrida no fim de 2025. O encontro aconteceu quando o banqueiro já utilizava tornozeleira eletrônica.
Ao comentar o episódio, o senador declarou: “Eu fui, sim, para o encontro dele, para botar um ponto final nessa história, é dizer que, se ele tivesse me avisado que a situação era grave como essa, eu já teria ido atrás de outro investidor há muito mais tempo, e o filme não correria risco”.



