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Caso Master: perícia da PF em celulares provoca temor no mundo político de Brasília

Extração total de dados amplia tensão entre figuras influentes investigadas

Caso Master: perícia da PF em celulares provoca temor no mundo político de Brasília (Foto: Divulgação )

247 - A possibilidade de a Polícia Federal acessar integralmente o conteúdo de celulares apreendidos passou a gerar forte apreensão no mundo político de Brasília. A perícia digital realizada pela PF permite romper senhas e extrair dados mesmo de aparelhos desligados, o que amplia o alcance das investigações e desperta temor entre personagens com intensa circulação nos bastidores do poder, informa Julia Duailibi, do G1.

A técnica utilizada pelos peritos da PF é considerada um patamar superior em relação às ferramentas disponíveis para outras forças policiais, que normalmente conseguem apenas desbloquear telas, mas não acessar dados de telefones desligados.

Para realizar a extração com segurança, os especialistas recorrem ao princípio da física conhecido como “gaiola de Faraday”. A estrutura metálica, que pode ser uma caixa ou bolsa especial, impede a entrada e a saída de ondas eletromagnéticas. O isolamento é essencial para evitar qualquer conexão do aparelho a redes Wi-Fi ou de dados móveis durante o procedimento.

Esse cuidado é decisivo para preservar o material apreendido. Caso o celular se conectasse a uma rede ao ser ligado, haveria o risco de apagamento remoto das informações por quem ainda detém o controle da conta vinculada ao dispositivo. Ao manter o telefone isolado do ambiente externo, os peritos garantem a integridade das provas analisadas.

O clima de tensão no meio político se explica pelo perfil dos investigados e pela abrangência da perícia. Estão sob custódia da Justiça os celulares de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e de seu cunhado, Fabiano Zettel, ambos com trânsito frequente em círculos políticos e empresariais. A tecnologia empregada pela PF não permite a seleção prévia de dados.

Os peritos extraem a totalidade do conteúdo dos aparelhos para análise posterior. Conversas, fotos, e-mails e registros antigos, mesmo que não estejam diretamente ligados ao objeto da investigação, ficam disponíveis para exame. Essa possibilidade de acesso amplo a informações privadas de figuras influentes é o principal fator que alimenta o temor e a inquietação nos bastidores de Brasília.

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