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Coronel diz ter desenterrado corpo de Rubens Paiva

Paulo Malhães, oficial reformado do Exército, admite pela primeira vez ter sido um dos chefes da operação para ocultar o cadáver do deputado federal Rubens Paiva, preso em casa em 1971 e torturado até a morte durante a ditadura; "Recebi a missão para resolver o problema, que não seria enterrar de novo. Procuramos até que se achou (o corpo), levou algum tempo. Foi um sufoco para achar (o corpo). Aí seguiu o destino normal", disse ele à repórter Juliana Dal Piva, do jornal O Dia

Paulo Malhães, oficial reformado do Exército, admite pela primeira vez ter sido um dos chefes da operação para ocultar o cadáver do deputado federal Rubens Paiva, preso em casa em 1971 e torturado até a morte durante a ditadura; "Recebi a missão para resolver o problema, que não seria enterrar de novo. Procuramos até que se achou (o corpo), levou algum tempo. Foi um sufoco para achar (o corpo). Aí seguiu o destino normal", disse ele à repórter Juliana Dal Piva, do jornal O Dia (Foto: Gisele Federicce)

247 – O caso do desaparecimento do corpo do deputado federal Rubens Paiva, preso em casa em janeiro de 1971 e torturado até a morte durante a ditadura militar, ganha finalmente uma luz, 43 anos depois. Pela primeira vez, o coronel reformado do Exército Paulo Malhães admite ter sido um dos chefes da operação que deu sumiço em Rubens Paiva, dois anos depois de sua morte.

"Recebi a missão para resolver o problema, que não seria enterrar de novo. Procuramos até que se achou (o corpo), levou algum tempo. Foi um sufoco para achar (o corpo). Aí seguiu o destino normal", disse o militar à jornalista Juliana dal Paiva, do jornal carioca O Dia. Com "seguiu o destino normal", ele quer dizer: deu-se o sumiço desejado para sempre.

Ele também admitiu que sabia de quem era o corpo que as equipes trabalhavam na busca durante 15 dias para encontrar. "Eu podia negar, dizer que não sabia, mas eu sabia quem era sim. Não sabia por que tinha morrido, nem quem matou. Mas sabia que ele era um deputado federal, que era correio de alguém", disse. Ele conta ter recebido a missão do próprio gabinete do ministro do Exército em 1973.

Segundo Malhães, a operação foi necessária porque membros do DOI-Codi ameaçavam tornar o caso público. Agora, ele faz mistério sobre o destino dado ao corpo. "Pode ser que tenha ido para o mar. Pode ser que tenha ido para um rio". Leia a íntegra da reportagem aqui.

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