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Governo vai defender transição de no máximo 2 anos para o fim da escala 6x1

Planalto quer reduzir jornada semanal para 40 horas até 2028, enquanto setores defendem prazo maior

Manifestação pelo fim da escala de trabalho 6x1 (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

247 - O governo federal pretende intensificar a articulação com a base aliada no Congresso para garantir que a transição para o fim da escala 6x1 dure, no máximo, dois anos, informa a CNN Brasil. A proposta defendida pelo Planalto prevê a redução gradual da jornada semanal de trabalho, de 44 para 40 horas, até 2028, em meio à pressão de setores empresariais por um prazo mais longo.

Sindicatos patronais e representantes do setor de serviços defendem uma transição de quatro anos, sob o argumento de que o mercado de trabalho precisaria de mais tempo para se adaptar ao novo modelo de jornada.

Debate sobre prazo divide governo e empresários

Pela proposta defendida por segmentos empresariais, a transição só estaria concluída em 2030, quando seria alcançada a escala 5x2, com 40 horas semanais de trabalho. O modelo é visto por esses setores como uma forma de reduzir impactos sobre empresas, especialmente no setor de serviços, que tem maior dependência de jornadas presenciais e escalas contínuas.

O governo, no entanto, trabalha para encurtar esse calendário. A orientação é mobilizar parlamentares aliados para sustentar uma mudança mais rápida, com redução progressiva da jornada semanal até 2028.

PEC da escala 6x1 avança no Congresso

A discussão ocorre no contexto da tramitação da PEC que trata do fim da escala 6x1. A proposta já avançou na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e passou a concentrar o debate sobre os efeitos econômicos, o prazo de adaptação e o formato final da mudança.

Nos bastidores, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), considera razoável a transição em quatro anos. Já o relator da comissão especial que analisa a PEC, Leo Prates (Republicanos-BA), informou à CNN que trabalha em um texto com transição de dois anos.

Câmara e Senado buscam evitar mudanças no texto

Hugo Motta deve conversar nos próximos dias com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para tentar alinhar a tramitação da proposta entre as duas Casas. O objetivo é evitar que o Senado faça alterações no texto aprovado pela Câmara, o que poderia atrasar a promulgação da PEC.

A expectativa em torno da proposta é que o Congresso Nacional conclua a análise do fim da escala 6x1 até agosto. Até lá, governo, parlamentares, sindicatos patronais e setores empresariais devem intensificar as negociações sobre o prazo de transição e o impacto da redução da jornada semanal.

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