CPI do Crime Organizado avalia investigar o caso do Banco Master, diz relator
Senador Alessandro Vieira afirma que atuação ligada ao Banco Master se enquadra como crime organizado e que “a CPI tem, sim, aptidão para essa ação”
247 - O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que o colegiado trabalha para ampliar o escopo das investigações e pode incluir o caso do Banco Master entre os temas analisados. Segundo ele, a comissão avalia contratos, vínculos e movimentações financeiras que possam ser relevantes para a apuração.
Em entrevista ao SBT News, o senador afirmou que a CPI pretende adotar medidas como a apresentação de requerimentos para a quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de empresas e pessoas ligadas aos fatos que envolvem o banco e contratos associados.
Ampliação do escopo da CPI
De acordo com Vieira, a intenção de estender a investigação não exclui nem interfere em outras frentes de apuração conduzidas por órgãos como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele ressaltou, no entanto, a competência do Senado na fase legislativa das investigações.
“A Comissão Parlamentar de Inquérito tem foco no crime organizado. A atuação do grupo que comandou o Banco Master é uma atuação típica de crime organizado, com estruturação, continuidade e infiltração no poder público. Então, a CPI tem, sim, aptidão para essa ação”, afirmou o senador.
Contexto da comissão no Senado
A CPI do Crime Organizado foi instalada para investigar práticas como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação territorial e a atuação de facções criminosas em diferentes estados do país. A comissão é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), enquanto Alessandro Vieira foi eleito relator, responsável pela elaboração de pareceres e pelo direcionamento dos trabalhos.
O caso do Banco Master envolve investigações relacionadas a contratos e movimentações financeiras que vêm sendo analisadas por autoridades e já motivaram pedidos de quebra de sigilo, além da apuração de possíveis vínculos com agentes públicos.
Próximos passos das investigações
Com o fim do recesso parlamentar, a expectativa é que a CPI avance na apresentação formal de requerimentos de quebra de sigilos e discuta a inclusão efetiva do caso Banco Master no plano de trabalho da comissão. O relator também indicou a possibilidade de convocação de testemunhas e solicitação de documentos, seguindo o rito previsto para as comissões parlamentares de inquérito no Senado.


