Deputados rejeitam suposto acordo para enterrar CPI do Master
Oposição na Câmara também nega acordo com Davi Alcolumbre para enterrar a investigação
247 - Parlamentares da base governista e da oposição decidiram intensificar a pressão pela instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar as fraudes envolvendo o caso Banco Master.
Mais cedo, as deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSOL-RS) alcançaram o número mínimo de assinaturas necessário para viabilizar a criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional.
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai, também defendeu a instalação do colegiado e afirmou, na quinta-feira (30), que o partido atuou ativamente na coleta das assinaturas.
O requerimento, que foi protocolado na Mesa do Congresso na quinta-feira, conta com 181 assinaturas de deputados e 35 de senadores. No documento, as deputadas afirmam que a CPMI terá como objetivo investigar irregularidades praticadas pelo Banco Master.
Elas apontam, na petição, uma série de possíveis crimes: “crimes contra o sistema financeiro nacional (Lei nº 7.492/1986), lavagem de dinheiro (Lei nº 9.613/1998), organização criminosa (Lei nº 12.850/2013), ilícitos administrativos e regulatórios e potencial prejuízo a milhares de servidores públicos e/ou ao erário pelo comprometimento de mais de uma dezena de fundos de previdência de servidores públicos de diversos estados da Federação”.
A movimentação ocorre após denúncias de que um suposto acordo teria sido firmado entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e a oposição. O objetivo seria derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, em troca da não instalação da CPI do Banco Master.
A denúncia foi feita por parlamentares da base governista durante a votação conjunta do Congresso Nacional que resultou na derrubada do veto.
No entanto, a liderança da oposição na Câmara negou a existência de qualquer acordo. “Não houve acordo, não houve negociação e, principalmente, não haverá recuo”, afirmou o deputado Cabo Gilberto Silva (PL-SE), líder da oposição, nesta sexta-feira (1). “Seguiremos cobrando”, acrescentou.


