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Diretor da PF recebe presidente do BC em meio às investigações do Banco Master

Reunião tem como pano de fundo uma demonstração de apoio do Banco Central à Polícia Federal diante dos desdobramentos do caso Master

Andrei Passos Rodrigues (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, vai se reunir com o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, em um momento de forte repercussão institucional provocada pelas investigações sobre o escândalo financeiro do Banco Master. O encontro ocorre enquanto avançam apurações que resultaram na liquidação da instituição financeira, decisão tomada pelo Banco Central e que gerou pressões e ataques ao órgão nas redes sociais.

Segundo o G1, a reunião consta nas agendas oficiais das duas autoridades como um compromisso para tratar de “assuntos institucionais”. Uma apuração da TV Globo indica, porém, que o encontro tem como pano de fundo uma demonstração de apoio do Banco Central á Polícia Federal diante dos desdobramentos do caso Master.

Nova fase da operação da PF

Nesta quarta-feira (14), a Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras ligadas ao banco controlado por Daniel Vorcaro. Os mandados incluem buscas e apreensões em endereços associados ao empresário e a parentes, como o pai, a irmã e o cunhado, em São Paulo.

Também estão entre os alvos o empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos. As diligências ocorreram em São Paulo, inclusive em endereços na Avenida Faria Lima, além de localidades na Bahia, em Minas Gerais, no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. 

De acordo com a investigação, houve captação de recursos, aplicação em fundos e desvio de valores para o patrimônio pessoal de Vorcaro e de familiares. Durante as ações desta quarta-feira, a Polícia Federal apreendeu carros importados, relógios de luxo e outros bens de alto valor em endereços ligados aos investigados. 

Decisão do STF e apreensões

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que apontou falta de empenho e demora no cumprimento de ordens judiciais anteriores. O ministro determinou ainda que todo o material apreendido fosse encaminhado ao STF.

“DETERMINO que todos os bens e materiais APREENDIDOS por força do cumprimento da decisão por mim anteriormente proferidas e aqueles resultantes do cumprimento da presente, deverão ser LACRADOS e ACAUTELADOS diretamente na sede do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, até ulterior determinação”, afirmou Toffoli na decisão.

A determinação chamou a atenção de investigadores da Polícia Federal, já que a corporação não poderá realizar perícias imediatas no material recolhido. Em nota, o gabinete do ministro afirmou que “o acautelamento imediato tem por finalidade a preservação das provas recolhidas pela autoridade policial e serão devidamente periciadas pelas autoridades competentes”.

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