Exército prende militares condenados por trama golpista; dois seguem foragidos
Militares condenados por tentativa de golpe são detidos, enquanto dois acusados permanecem fora do país após decisão do STF
247 - Três militares condenados por participação em uma trama golpista foram presos pelo Exército, enquanto outros dois permanecem foragidos no exterior após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que responsabilizou o grupo por ações contra a ordem democrática. A operação ocorre após a condenação de sete integrantes de um núcleo acusado de atuar para desestabilizar instituições por meio de desinformação.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, o subtenente Giancarlo Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Almeida.
Ao todo, sete pessoas foram condenadas pelo STF por envolvimento na estrutura que teria atuado para favorecer uma tentativa de golpe de Estado. Além dos três presos, integram a lista o coronel Reginaldo Abreu, que está foragido nos Estados Unidos; o agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet; o ex-major do Exército Ailton Moraes Barros; e Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, que se encontra no Reino Unido.
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo utilizou a estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para monitorar adversários políticos e produzir conteúdos falsos com o objetivo de enfraquecer o processo eleitoral e as instituições democráticas. A atuação teria incluído a disseminação de informações enganosas contra autoridades consideradas obstáculos aos interesses do grupo.
Os condenados responderam por uma série de crimes, entre eles tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.


