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Flávio Bolsonaro diz que encontro com Trump tratou de facções e terras raras

Senador minimizou riscos de uma possível intervenção militar estadunidense caso as facções sejam denominadas como organizações terroristas pelos EUA

Flávio Bolsonaro e Donald Trump (Foto: Agência Brasil | Reprodução)
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247 - O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, disse nesta terça-feira (26) que se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Salão Oval da Casa Branca para discutir cooperação internacional no combate ao crime organizado e terras raras.

Segundo Flávio Bolsonaro, a visita à Casa Branca durou cerca de 1h40 e incluiu conversas sobre facções brasileiras, o papel da China no Brasil e relações geopolíticas. O senador afirmou ter solicitado formalmente que os Estados Unidos classifiquem o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

“Fui exatamente fazer o pedido expresso a ele para que ele declare CV e PCC como organizações terroristas”, declarou o parlamentar em uma coletiva de imprensa, transmitida no X pelo jornalista Paulo Henrique Araújo.

Flávio também afirmou que parte do território brasileiro estaria sob domínio de organizações criminosas. “Um em cada quatro brasileiros não têm soberania”, disse o senador.

“Vamos libertar essas pessoas fazendo sim acordos com diversos países, não apenas com EUA, como também na América Latina, Israel e na Europa”, acrescentou.

Durante a coletiva, o senador afirmou ainda ter apresentado a Trump a “posição privilegiada do Brasil em minerais críticos” e declarou que o país seria a “única alternativa real à China para um mundo livre”. Segundo Flávio Bolsonaro, a conversa incluiu a possibilidade de uma “parceria estratégica” entre Brasil e Estados Unidos nesse setor.

O parlamentar também negou que a viagem tenha sido motivada por uma tentativa de desviar o foco do escândalo do filme “Dark Horse”. Segundo ele, o tema de sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, não teve relação com a agenda nos Estados Unidos.

Ao comentar a reação de Trump ao pedido sobre PCC e CV, Flávio disse que o presidente norte-americano respondeu que “estava analisando” a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como organizações terroristas.

O senador também rebateu críticas e afirmou ser falsa a “narrativa” de que defenderia uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil.

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