Flávio Bolsonaro faz aceno entreguista aos EUA e promete "diferença gritante" do governo Lula caso seja eleito
Senador disse que pediu a Trump classificação de facções como terroristas e critica a China
247 - O senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (26) que pretende promover uma “diferença gritante” em relação à política externa e econômica do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva caso venha a vencer a eleição presidencial.
O parlamentar disse em coletiva de imprensa que se encontrou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e exaltou uma aproximação com Washington em áreas como segurança e minerais críticos.
Segundo Flávio Bolsonaro, ele foi recebido pelo presidente norte-americano no Salão Oval da Casa Branca, em uma reunião de cerca de 1h40. O senador afirmou que apresentou a Trump a “posição privilegiada do Brasil em minerais críticos” e classificou o país como a “única alternativa real à China para um mundo livre”.
Durante a coletiva nos EUA, Flávio reforçou a defesa de uma parceria estratégica entre Brasil e Estados Unidos no setor de terras raras. “Em vez de alinhamentos ideológicos com ditaduras e regimes autoritários, o que o Brasil precisa são parcerias estratégicas que enriqueçam o nosso povo, gerem empregos, tragam investimento, tecnologia e segurança”, disse o senador.
O parlamentar também concentrou parte de sua agenda nos Estados Unidos na pauta da segurança pública. Segundo ele, solicitou formalmente a Trump que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) sejam classificados pelos EUA como organizações terroristas.
“Fui exatamente fazer o pedido expresso a ele para que ele declare CV e PCC como organizações terroristas”, declarou.
Flávio afirmou ainda que amplas regiões do Brasil estariam sob domínio de facções criminosas. “Um em cada quatro brasileiros não têm soberania”, disse o senador.
“Vamos libertar essas pessoas (que vivem sob o domínio de facções) fazendo sim acordos com diversos países, não apenas com EUA, como também na América Latina, Israel e na Europa”, acrescentou.
Ao comentar a reação de Trump ao pedido envolvendo PCC e CV, o senador afirmou que o presidente norte-americano respondeu que “estava analisando” a possibilidade de enquadrar as facções brasileiras como organizações terroristas.
Flávio Bolsonaro também negou que a viagem aos Estados Unidos tenha sido uma tentativa de desviar o foco do chamado escândalo “Dark Horse”. Segundo ele, a agenda internacional não teve relação com o caso. O parlamentar ainda afirmou ser falsa a “narrativa” de que defenderia uma intervenção militar norte-americana no Brasil.



