HOME > Brasil

Flávio Bolsonaro perde apoio entre evangélicos, aponta Quaest

Queda de 9 pontos entre evangélicos pressiona Flávio Bolsonaro em cenário de segundo turno contra Lula

Flávio Bolsonaro em culto evangélico (Foto: Reprodução/Instagram/@flaviobolsonaro)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A queda de 9 pontos entre evangélicos pressiona Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um cenário de segundo turno contra o presidente Lula, segundo recorte da pesquisa Genial/Quaest divulgado nesta semana.

As informações são da coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.

O levantamento mostra que o senador aparece com 38% das intenções de voto para presidente em uma eventual disputa de segundo turno, oito pontos atrás de Lula, que registra 44%. O recorte por religião, revelado pela Folha, indica que a perda de força de Flávio Bolsonaro ocorreu sobretudo entre eleitores evangélicos, enquanto seu desempenho entre católicos permaneceu estável.

Entre os católicos, Flávio manteve em junho o mesmo patamar registrado em maio: 34% das intenções de voto. Já entre os evangélicos, grupo considerado estratégico para o bolsonarismo, o senador caiu de 61% para 52%. No mesmo segmento, Lula avançou de 24% para 31%, embora ainda apareça atrás do adversário nesse recorte específico.

Desgaste entre evangélicos

Líderes evangélicos ouvidos pela coluna avaliam que a queda pode estar relacionada ao desgaste provocado pelo caso envolvendo o Banco Master. Segundo o relato publicado, Flávio Bolsonaro teria sido afetado pela percepção de que não disse a verdade sobre seu contato com Daniel Vorcaro.

Em março, a coluna revelou que a CPI do INSS havia localizado o número de celular do senador entre os contatos do ex-banqueiro. Na ocasião, Flávio afirmou que os dois nunca haviam mantido contato. Ele também declarou que seu número de telefone não seria propriamente um segredo, o que explicaria sua presença na agenda de Vorcaro.

Redes sociais já indicavam rejeição

O recuo captado pela Quaest ocorre após um levantamento da consultoria Ativaweb DataLab apontar sinais de desgaste de Flávio Bolsonaro nas redes sociais. A análise examinou mais de 17 milhões de menções públicas nas primeiras 20 horas após a Marcha para Jesus, realizada na semana passada.

Segundo a consultoria, 51,9% das menções ao senador tiveram tom negativo. Parte das críticas foi associada à fala em que Flávio afirmou que o Brasil vive uma “guerra espiritual” e que “o mal vai ser expulso do governo”.

Os pesquisadores também identificaram um volume expressivo de manifestações de cristãos contrários à transformação da Marcha para Jesus em espaço de disputa eleitoral. O episódio ampliou a pressão sobre o senador em um segmento historicamente relevante para a base de apoio do bolsonarismo.

Cenário eleitoral

A pesquisa Genial/Quaest reforça a importância do eleitorado religioso na formação de cenários para 2026. Embora Flávio Bolsonaro ainda mantenha vantagem sobre Lula entre evangélicos, a perda de 9 pontos nesse grupo reduziu sua competitividade geral no segundo turno.

O movimento também chama atenção porque, entre católicos, não houve variação no desempenho do senador. A estabilidade nesse segmento contrasta com o recuo evangélico e ajuda a explicar por que a queda geral de Flávio Bolsonaro na pesquisa foi atribuída principalmente a esse eleitorado.

Com o avanço de Lula entre evangélicos e a rejeição registrada nas redes após a Marcha para Jesus, o desempenho de Flávio Bolsonaro passa a ser observado com maior atenção por aliados e lideranças religiosas, especialmente em um cenário de polarização eleitoral.

Artigos Relacionados