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'Flávio Bolsonaro significa aliança com Trump, com a guerra e com a submissão', critica José Dirceu

Ex-ministro e pré-candidato a deputado federal diz que eventual governo Flávio Bolsonaro representaria “o fim da nossa soberania e da nossa independência”

José Dirceu e Flávio Bolsonaro (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil | Lula Marques/Agência Brasil)

247 - O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) afirmou neste domingo (15) que a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República representa um alinhamento do Brasil com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante discurso no evento que celebrou os 80 anos do petista, realizado em São Paulo, relata o Poder360.

Dirceu avaliou que uma eventual eleição do senador significaria uma mudança na política externa brasileira e uma aproximação com a agenda internacional de Trump, associada a uma postura de confronto no cenário global.

Durante o discurso, o ex-ministro criticou duramente a possibilidade de ascensão do senador ao Palácio do Planalto. Para ele, o projeto político representa um alinhamento do país com interesses externos e um enfraquecimento da soberania nacional. “O que significa o Flávio Bolsonaro? Aliança com Trump, com a guerra, com a submissão do Brasil, o fim da nossa soberania e da nossa independência”, declarou.

Dirceu também afirmou que setores das elites brasileiras estariam demonstrando simpatia pela possibilidade de retorno do bolsonarismo ao comando do Executivo federal. Segundo ele, a forma como a candidatura do senador vem sendo discutida indicaria esse movimento político. “Quando se fala agora claramente na candidatura do Flávio, porque não falam mais Bolsonaro, é que parte das elites está namorando a volta do bolsonarismo no governo do Brasil”, disse.

No mesmo discurso, o ex-ministro citou episódios recentes da política brasileira e acusou lideranças ligadas ao bolsonarismo de representarem riscos institucionais ao país. Ele mencionou ainda os ataques às sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, classificando o episódio como um “golpe de Estado militar”.

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