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Forças Armadas propõem a Lula plano de R$ 800 bilhões para defesa nacional

Proposta prevê investimentos até 2040 e alerta para riscos à soberania nacional

16.04.2025 - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acompanhado do ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, comandante do Exército Brasileiro, Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, Comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas Almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire, durante cerimônia do Dia do Exército e de comemoração do Jubileu de 80 anos das vitórias da Força Expedicionária Brasileira, na Itália.Quartel-General do Exército – Forte Caxias - Brasília - DF. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu no último dia 15 com os comandantes das Forças Armadas para discutir o cenário internacional e os desafios estruturais da defesa nacional no longo prazo. A reunião teve como pano de fundo a crise na Venezuela e os impactos geopolíticos recentes, que reacenderam alertas sobre a capacidade do Brasil de proteger seu território e seus interesses estratégicos.

De acordo com a coluna da jornalista Marcela Mattos, do SBT News, os chefes militares avaliaram que a ação militar que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, representa um sinal de alerta sobre os riscos à soberania nacional e reforça a necessidade de um sistema de defesa robusto e preventivo.

Reunião abordou cenário internacional e crise na Venezuela

Participaram da conversa os comandantes do Exército, Tomás Paiva, da Marinha, Marcos Olsen, e da Aeronáutica, Marcelo Damasceno, além do ministro da Defesa, José Múcio Monteiro. A pedido do próprio presidente, os militares detalharam quais projetos estratégicos consideram essenciais para garantir a segurança do país nas próximas décadas.

Proposta militar aponta sucateamento e hiato tecnológico

De acordo com a reportagem, cada comandante apresentou uma lista de prioridades que inclui desde problemas imediatos, como o sucateamento de equipamentos e a falta de combustível, até projetos de maior envergadura voltados à modernização da defesa nacional. Nos bastidores, os militares avaliam que o Brasil enfrenta um hiato tecnológico significativo em relação a países mais equipados.

Investimento previsto supera todos os patamares históricos

Os cálculos preliminares indicam a necessidade de cerca de R$ 800 bilhões em investimentos entre 2025 e 2040 para que o país alcance um padrão considerado ideal de defesa. O montante está muito acima de qualquer nível histórico já destinado ao setor, o que evidencia a dimensão do desafio fiscal e político envolvido.

No fim do ano passado, o Congresso Nacional aprovou uma medida que permitiu um gasto adicional de R$ 30 bilhões em defesa ao longo de seis anos, por meio de uma exceção às regras fiscais. Ainda assim, representantes das Forças Armadas consideram o valor insuficiente e defendem alternativas extraorçamentárias para acelerar a modernização.

Drones e defesa antiaérea estão entre as principais preocupações

Entre os pontos de maior preocupação está o avanço das tecnologias de drones, que já operam com armamentos acoplados e sistemas de inteligência artificial. Os comandantes também ressaltaram a importância do fortalecimento da proteção antiaérea, considerada decisiva em conflitos recentes, como o da Ucrânia contra a Rússia.

Lula ouviu os argumentos apresentados e acolheu as preocupações expostas, mas evitou assumir compromissos públicos sobre valores ou prazos. A expectativa entre os militares é de que novas reuniões sejam realizadas para aprofundar o debate e discutir caminhos para ampliar os investimentos e redefinir a estratégia de defesa nacional no médio e no longo prazo.

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