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Gleisi Hoffmann confirma pré-candidatura ao Senado pelo Paraná

Anúncio foi feito após conversas com Lula e direção do PT, e ministra deverá deixar a SRI até abril para cumprir exigências legais

Edinho Silva, Gleisi Hoffmann, Lula e Enio Verri (Foto: Divulgação (Redes Sociais/Gleisi))

247 — A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou, nesta quarta-feira (21), que deixará o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado estado do Paraná. A confirmação foi feita em suas redes sociais:

Gleisi Hoffmann está à frente da Secretaria de Relações Institucionais desde março de 2025, pasta responsável pela articulação política do governo federal junto ao Congresso Nacional. Antes de assumir o ministério, ela exercia mandato como deputada federal pelo Paraná, cargo para o qual foi eleita nas eleições de 2018 e reeleita em 2022.

Para disputar o Senado, a ministra deverá deixar o comando da SRI até abril. A legislação eleitoral estabelece um prazo de seis meses de desincompatibilização para autoridades que ocupam determinados cargos públicos e desejam concorrer a eleições.

Em 2026, duas vagas estarão em disputa no Senado pelo Paraná, o que amplia o peso político da definição das candidaturas. A entrada de Gleisi na corrida é vista como um movimento estratégico para estruturar um palanque robusto em apoio ao governo federal no estado, considerado decisivo para a composição de forças no cenário nacional.

No núcleo do governo, a avaliação é de que o Paraná exige uma candidatura ao Senado com identidade partidária clara e capacidade de mobilização eleitoral. A pré-candidatura da ministra atende a esse perfil, reunindo trajetória política, visibilidade nacional e posição central na articulação institucional do governo Lula.

Nos bastidores do PT, segundo o blog do jornalista Esmael Morais, a leitura é pragmática. A legenda busca apostar em nomes com densidade política e reconhecimento junto ao eleitorado. Gleisi é apontada como um desses quadros, tanto pela experiência acumulada quanto pelo papel que desempenha na coordenação política do Executivo federal.

A presença de Enio Verri na reunião é interpretada como um indicativo de sintonia com a agenda energética e de desenvolvimento regional, especialmente em torno da Itaipu Binacional, enquanto Edinho Silva atua como garantidor da estratégia partidária, trabalhando para assegurar unidade interna e disciplina no processo eleitoral.

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