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Haddad diz que ataque dos EUA é "injustificado" e critica quem "beija a mão" de Trump

Ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo pede “grande mutirão em defesa do Brasil” e rejeita interferência externa

Fernando Haddad (Foto: Diogo Zacarias/MF)
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247 - O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) defendeu nesta quinta-feira (4) um “grande mutirão em defesa do Brasil” diante do que classificou como ataques “injustificados” dos Estados Unidos e rejeitou qualquer interferência externa no debate político nacional. As declarações foram dadas em entrevista ao programa Repórter da Cidade, da TV Cidade Matão. Haddad afirmou que o país precisa concentrar o debate público em temas ligados ao interesse nacional e à proteção do Brasil.

“Estamos procurando fazer um debate sobre as coisas relevantes, a começar pelo interesse nacional, da proteção do Brasil. Acredito que possamos fazer um grande mutirão em defesa do Brasil. O Brasil está sendo injustificadamente atacado, pela segunda vez. E penso que temos que unir o Brasil. Todo mundo tem que dar as mãos para defender o Brasil desses ataques injustificados dos Estados Unidos que vão prejudicar o Brasil em geral, mas São Paulo em particular”, disse Haddad.

Segundo o ex-ministro, São Paulo tende a ser o estado mais impactado pela ofensiva norte-americana. Ele afirmou, no entanto, que o país tem condições de enfrentar o cenário. “São Paulo é o estado mais afetado. Mas estamos preparados. O povo brasileiro está preparado para qualquer desafio”, declarou.

Haddad também criticou a possibilidade de governos estrangeiros interferirem no processo político interno brasileiro. Para ele, a relação entre países deve respeitar a soberania nacional e a escolha democrática de cada povo. O ex-ministro ainda fez uma crítica à submissão do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante dos Estados Unidos.

“Não deveríamos aceitar interferência de governo estrangeiro no nosso processo de discussão interna. Ninguém no Brasil se mete na eleição americana. Nunca aconteceu. E a gente se dá com qualquer presidente que eles escolhem”, afirmou.

O petista citou a postura do presidente Lula (PT) em relação aos Estados Unidos, mesmo diante da eleição de Donald Trump, para defender uma diplomacia baseada no respeito institucional. “Muita gente não gostou dos Estados Unidos terem eleito o Trump. Nem por isso o presidente Lula tratou os Estados Unidos com qualquer desdém. Muito pelo contrário. Ele foi lá apertar a mão”, disse.

Na sequência, Haddad fez uma distinção entre diálogo diplomático e submissão política. Ele afirmou que representantes de um povo não devem se humilhar diante de chefes de Estado estrangeiros. “Tem uma diferença entre o presidente Lula e algumas pessoas. O presidente Lula aperta a mão de todo mundo, mas beijar a mão de outro chefe de Estado, isso não se faz. Se você representa um povo, você não se humilha diante de ninguém. Ao contrário. A arrogância e a soberba não têm lugar na política, mas tampouco a submissão. E o presidente Lula sabe tratar todo mundo igual”, afirmou Haddad.

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