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Hugo Motta diz lamentar “transtornos” causados a jornalistas na Câmara

Presidente da Câmara afirma que excessos da Polícia Legislativa serão investigados

Hugo Motta (Foto: Marina Ramos/Câmara dos Deputados)

247 - A Câmara dos Deputados divulgou nesta quinta-feira (11) um comunicado em que o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), lamenta os “transtornos” causados a profissionais de imprensa durante a confusão ocorrida na última terça-feira (9).

Motta diz que não houve “intenção de limitar” o trabalho jornalístico, apesar da retirada forçada de repórteres do plenário e das cenas de truculência praticadas por policiais legislativos.

Confusão após protesto de Glauber Braga

O episódio aconteceu depois que o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a mesa diretora da Câmara em protesto contra um processo que poderia levar à cassação de seu mandato. Braga se recusou a deixar o assento da presidência, o que levou a Polícia Legislativa a intervir para esvaziar o plenário.

A nota divulgada pela Casa afirma que as denúncias de agressões feitas por jornalistas serão incorporadas à apuração interna. Segundo o texto, “as informações apresentadas pelos jornalistas serão incorporadas à apuração em andamento a fim de identificar eventuais excessos nas providências adotadas ao longo do processo de retomada dos trabalhos”.

Ainda conforme o comunicado, a Polícia Legislativa pediu a retirada de assessores, servidores e profissionais de comunicação do plenário para “garantir a segurança dos presentes”. A Câmara declarou que, diante da resistência de Braga em deixar o posto, “foi necessária sua retirada para o restabelecimento da ordem”.

Corte de transmissão e questionamentos

Durante a ocupação da mesa diretora, a TV Câmara interrompeu a transmissão da sessão às 17h34. O gesto foi criticado por parlamentares e por entidades de imprensa. Nesta quinta, porém, o comunicado da Câmara afirma que a interrupção ocorreu porque Motta decidiu suspender a sessão às 17h42, alegando impossibilidade de continuidade dos trabalhos.

Glauber Braga acabou removido à força às 18h08. Mais tarde, às 19h08, uma nova sessão foi aberta por Hugo Motta.

Cronologia dos fatos informada pela Câmara

  • 16h04 – Glauber Braga ocupa a cadeira da presidência e se recusa a sair

  • 17h34 – o sinal da TV Câmara é cortado; a Polícia Legislativa inicia a retirada do público e da imprensa

  • 17h42 – o deputado Carlos Veras (PT-PE) anuncia a suspensão da sessão por uma hora

  • 18h08 – Braga é retirado à força da mesa diretora

  • 18h42 – a sessão é encerrada

  • 19h08 – nova sessão é aberta por Hugo Motta

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